Filosofia de Telefone

A linha que conecta pensamentos

quinta-feira, agosto 31, 2006

"Confusion that never stops...


closing walls and ticking clocks" Ainda existe vida nessa página! Apesar de eu ter quase certeza que o blogger iria mandar a gente se escafeder daqui se demorássemos mais um pouquinho pra aparecer. O que acontece é simples: falta TEMPO.
Incrível, todo mundo fala da transitoriedade e relatividade do tempo. Mas só quando você passa a viver essas situações é que essa afirmação adquire sentido. Ultimamente tem faltado tempo até pra preocupações – tá, ok, continuam as preocupações – mas é tudo tão frenético que não dá pra concatenar as idéias, quanto mais colocá-las no papel (ou na tela do computador, como queiram).
As responsabilidades da vida fazem com que as coisas aconteçam muito mais rapidamente; quando você percebe, a semana já acabou, o Natal está quase chegando e parece que nada andou no sentido que você gostaria. O chave está em perceber que toda essa correria “faculdade-estágio-academia-casa-prova-sono” nada mais é do que a sua vida acontecendo. E que mesmo nos dias em que tudo está cansativo e entediante, tem um amigo do seu lado pra te fazer rir ou uma bela trufa de chocolate pra te dar aquele “ânimo”.
Talvez seja bom esse corre corre, porque sem tempo pra premeditações as coisas acabam fluindo muito mais naturalmente; já disse o que penso sobre o carpe diem, mas nessa fase de “sem tempo pra nada”, é bom aproveitar tudo o que acontece, cada momento do dia, do nascer ao pôr do sol, da hora que saímos da cama até a hora em que voltamos pra debaixo do edredom. Aquela velha história de valorizar só depois que perde?! Não deixe que isso aconteça, ainda mais quando se diz respeito a sua própria vida.
Bom, depois dessa aparição repentina, vou me despedindo.... quem sabe não demoro menos pra voltar?! Qualquer coisa, mando um S.O.S ou um sinal de fumaça. O que for mais fácil.

sábado, agosto 26, 2006

pathetique-re-run

"Eu odeio pessoas que não tem pé no chão odeio frases do tipo "é-pra-sempre" odeio quem diz eu te amo quando não conhece o seu pior lado odeio quando você tem tanto medo de decepcionar que acaba guardando muito do que teria pra mostrar odeio interesse escroto amo minha solidão apesar de dizer que odeio pois é o meu maior período produtivo odeio esquecer de tudo odeio estar acima do peso amo saber que eventualmente tudo vai se encaixar amo as milhões de coisas que ainda vou viver odeio o ócio que é imposto por essa vida louca odeio gostar de alguém odeio ser fria e realista amo saber superar odeio quando partes de mim morrem amo quando partes de mim morrem amo escrever odeio soar idiota odeio parecer idiota odeio não corresponder amo ser agredida amo agredir amo ser passiva amo não ter que decidir amo tomar uma iniciativa odeio tomar uma iniciativa amo discutir amo ter razão odeio ter razão amo quando não se importam amo auto-flagelação amo controlar a dor amo saber que pior do que está não vai ficar amo perder o controle das coisas amo virar os olhos amo odiar o que amam odeio odiar me odiar odeio amar o que eu fiz de ruim odeio acordar quando já está escuro amo dormir odeio inícios amo finais amo finais serem novos inícios odeio inícios serem novos finais amo saber que talvez alguém vai se encontrar aqui odeio confundir amo quando há dúvida odeio ter certeza de que alguém vai ler e se identificar odeio que não tenha nada a ver odeio ser desequilibrada amo meu desequilíbrio amo meus impulsos odeio carne odeio carisma amo boa educação amo blasé amo não falar com algumas pessoas odeio me olhar no espelho e não ter pena de nada odeio gente escrota odeio piadas escrotas odeio pseudo engraçados odeio infantilidade odeio metade das pessoas que você ama e amo metade das pessoas que você odeia amo não me privar de escrever nada odeio que as palavras não parem de surgir amo palavras difíceis odeio que pouquíssimos entendam as simples amo minorias grandes odeio maiorias pequenas amo arte amo lixo odeio pretensão odeio desligar odeio fechar odeio encerrar odeio ligar amo ouvir amo surpresas odeio pessoas acordando cedo demais odeio satisfação amo preocupação odeio pensar tanto amo ver desconhecidos em músicas odeio quando não posso escuta-las amo ser de ferro odeio fraquezas odeio mais do que amo amar o que odeio. "

sexta-feira, agosto 25, 2006

Classificados


É, pode parecer piegas e nada criativo, mas a verdade é que todos temos crises que só são superadas com amor e carinho, e quem não tem o "fornecedor" acaba encontrando ainda mais
dificuldades.
"Todo alguém precisa de outro alguém"
já disse um dia uma pessoa, que devia saber muito sobre essas coisas do coração.
Não nascemos pra mendigar afeto nem implorar por atenção, mas devemos mostrar o que se passa no coração, afinal de contas as chances nem sempre acontecem duas vezes.
"Love is a temple, love is the higher law"
diz uma música. E isso diz muito.

quarta-feira, agosto 23, 2006

It doesn´t a post.

Cura. Não há cura. Vou esperar. Postar de novo essa música já que não consigo escrever. O tempo vai passar. Nós na garganta.

Who Are You, Defenders Of The Universe? (The Dears)

We want your information
We will do what we must
But not here or in front of people or
on the phone

We're not all blood-sucking leeches
For we all have families too
But that don't mean that we really
love them or that we don't
'Cos I can't love you
And you can't love me
But I can love you
And you can lover me

Love me

It's not a confrontation
(ALL ACROSS THE WORLD OPEN YOUR MOUTH)
We are here because we are broke
(GIVE US WHAT WE WANT, WE'VE HAD ENOUGH)
But we don't expect a hand out of anything
(SOUL! SOUL! SOUL! SOUL! SOUL!)
'Cos I can't help you
And you can't help me
Oh I can help you
And you can help me
I can help you
You can help me
I can help you
You can help me

Help me

Help you
(It's not an impossible situation)
Help me
(It's not an impossible situation)
Help you
(It's not an impossible situation)
Help me
(It's not an impossible situation)

I know there is doubt we can do this
but
I can help you

terça-feira, agosto 22, 2006

Freud nem precisa explicar


Quem precisa de análise quando se tem uma poltrona de ônibus, um bom par de ouvidos e a escuridão da noite como confidentes? Essa é a hora em que mais penso sobre as coisas que me afligem; parece que a noite não tem pudores e nem faz temer a exposição; porque não é fácil admitir pra alguém aquilo que nem você tem coragem de acreditar que sente.
Se amigos são espelhos, são úteis também pra ajudar a enxergarmos melhor os nossos problemas. Mas tem horas em que, apesar de sabermos o mal, não temos a cura. De nada adianta jogar as coisas sobre a mesa, pois não existe nada exterior que possa resolver; e quando a cura é interior, tudo de torna ainda mais complicado.
Acredito, porém, que os primeiros passos estão sendo dados; descobri informações relevantes sobre mim mesma, meus boicotes interiores e as situações que crio para (tentar) não me machucar, e que acabam me fazendo sofre ainda mais. Sabe aquela coisa de sempre esperar algo melhor e por isso mesmo deixar de viver muita coisa que o presente oferece? Ou então apostar todas as suas fichas em algo tecnicamente improvável só pra não ter a decepção de uma tentativa frustrada?! É isso aí, bem vindo ao clube. Não o clube dos covardes, e sim o clube daqueles que pensam demais – e todo mundo sabe que quem pensa demais acaba indo sempre pro mesmo lugar.
Na realidade, nem tudo está perdido. Apesar de me sentir presa a traumas que nem são meus – bem por isso merecem ser deletados – tentarei me esforçar ao máximo para mudar. Porque tem certas coisas que só dependem da gente. Ter coragem, correr atrás do que se deseja e acreditar que é possível. Não ter medo de arriscar e dar a cara a bater. Não se prender a ilusões nem a pseudo-sentimentos por medo de algo verdadeiro.
Se é fácil, só saberemos se a oportunidade surgir e nós a aproveitarmos. Talvez encarando as coisas com mais coragem passemos a viver em plenitude.

segunda-feira, agosto 21, 2006

Me tira desse "não sei"

Não há com o que se importar, a não ser com... não sei. Estava frio como mármore hoje, e já é fato que a filosofia não é mais de telefone, é de banco de ônibus. Pena que a relação problema-solução não faz parte da rotina.
A sutileza e a impossibilidade às vezes andam de mãos dadas. Em alguns casos sempre foi assim e continua sendo. Há o risco de não mudar.
Desfaz-se um conjunto vazio e o elemento neutro vai vagando por aí, alado, comprimindo ao máximo as pessoas e situações, pra que um dia eu possa carregar tudo nos bolsos, pra desembrulhar, degustar e amargurar também, todos os possíveis destinos, possíveis abraços reconfortantes.
Enfim, é necessário resolver por si só. Deixar pra mais tarde.
Ruim agora, na hora de dormir... As letrinhas não param, malditos Pitágoras, Napoleão, Kepler, periquito venezuelano, Satã americano.

domingo, agosto 20, 2006

Mais que amigos


Com o tempo a gente aprende o verdadeiro significado da palavra irmão. Bom, pelo menos foi isso o que aconteceu comigo. Quando somos crianças, vemos o irmão como um colega de brincadeira, um companheiro de bronca, um inimigo ou um obstáculo que te atrapalha no trato com papai e mamãe.
O amor fraterno surge aos poucos, principalmente quando o período de convivência vai diminuindo. É aí que começamos a perceber que aquele pedacinho de gente faz parte da nossa vida, da nossa história, que vamos carregar pra sempre. Por mais que existam diferenças de personalidade, idade, interesse, ou de qualquer outra coisa, lá no fundo você sabe que vieram do mesmo lugar e que, mesmo pertencendo a mundos diferentes, são partes de uma mesma história, retalhos de uma mesma colcha.
Demorei pra perceber isso; mas agora tenho vontade de cobrir o mundo de espuma, porque sei que não posso impedir meus irmãos de cair, mas posso evitar que se machuquem. Quero ajudá-los, ensinar aquilo que sei e até o que eu não sei, pra fazer deles homens dignos, inteligentes e felizes. Nunca é tarde pra começar a se preocupar com aquilo que ele come ou com as notas da escola; a passar tardes de domingo brigando pelo controle da TV e rindo das bobeiras que ele fala.
Com o tempo a gente percebe que é muito mais fácil ser admirada e amada por aqueles que te vêem de fora do que por aqueles que sabem toda a sua história; mas quando se passa a ser espelho de um irmão, tenha certeza que você está seguindo o caminho certo. Porque nada orgulha mais do que saber que aqueles que sabem de todos os seus erros e falhas, mesmo te conhecendo melhor do que qualquer um, ainda querem ser como você.

sábado, agosto 19, 2006

Autista acha caminho de volta pra casa.

Auspício é um grande ator, em um ato, ele acaba surtando, não, colapsando e acredita estar mudo. Fica mudo. Decide mergulhar no mundo do silencio por achar que tudo nesta vida é uma grande mentira. E assim, ele na busca da sua verdade provoca uma grande mentira, tem seu sacrifício. Os cordeirinhos de deus que o digam.
o Sartre ta falando : "O papel do existencialismo é insistir na especificidade de cada acontecimento."

Sabe aquela lacuna que tem que ser interligada e você tenta preencher de acordo com o que é possível...? Claro que nunca é o suficiente... Apesar de sua caminhada voltando pra casa, ainda seja a sua caminhada voltando pra casa, algo estranhamente, enormemente importante falta.

"Angie - Rolling Stones
Angie, Angie, quando aquelas nuvens todas desaparecerão?
Angie, Angie, para onde isso vai nos conduzir a partir daqui?
Com nenhum amor em nossas almas
e nenhum dinheiro em nossos casacos,
Você não pode dizer que estamos satisfeitos”.

sexta-feira, agosto 18, 2006

Coração de Papel


Se sentimentos fossem brinquedos, poderíamos encontrá-los em qualquer lugar, desde aquelas lojas de 1,99 até as lindas (e caríssimas) lojas de um grande shopping center. Eles estariam em embalagens bonitinhas e coloridas, num tom neutro – afinal, sentimento é unissex. Seu preço seria estipulado de acordo com a qualidade e o material de fabricação. Mas (in)felizmente, sentimentos ainda não são artigos de comércio, e a sua aquisição e manuseio são um tanto quanto complicadas.
Mesmo sabendo disso, ainda existem pessoas que teimam em brincar com o sentimento alheio. Pode ser uma piadinha aqui, uma indireta acolá, o que importa é que acaba machucando. E muito. A explicação é até antagônica, mas uma tentativa não vai matar: um sentimento é forte na existência, mas é fraco quando atingido. Ficou claro?! Acredito que não; por exemplo, o amor pode superar distâncias, diferenças, e tudo mais o que vier, mas se houver uma, uma só traição, ele acaba definhando.
Por isso digo e afirmo: o respeito se dá quando se aprende que todos sentem, vivem, riem e choram, e por isso precisam ter seu tempo, seu espaço e sua privacidade. Se quiser brincar, use tudo o que tiver vontade, menos o coração de outrem, ok?!

quarta-feira, agosto 16, 2006

Pour une torrasque de cartola

Quem tem medo do Keblak, O fantasma de frango da Indonésia que assusta as pessoas à noite com sons de asas batendo? Eu não. Mas temos medo de muitas outras coisas bobinhas. Existimos a uns 100 mil anos e ainda não sabemos viver direito. Todo mundo finge que não se sente só, que não tem medo. Ninguém corre atrás de ninguém nem salta de prédios por puro platonismo não correspondido. Medo de falar. Medo de descer os degraus e correr de encontro. Porque dar as mãos e os braços pra alguém é se abrir pro mundo e é correr risco de vida, ou de morte. Tempo gasto com rascunhos de palavras mal ditas. Malditas. Um dia você vai sair pelas ruas procurando alguém certo pra conversar, pra ficar pro resto da vida te ouvindo. E vai ouvir risos ríspidos de velhos. Interiores, introvertidos. Andar pelo mundo prestando atenção em cores e coisas sem saber o nome delas. Ver pessoas andando pra lá e pra cá, mas pra onde elas estão indo? Em que elas estão pensando? Será que estão pensando? O que estão observando? Estão vendo o mesmo que eu? E eu? O que estou vendo? Será que o seu pensamento veio até mim também? Será que você está pensando em mim? Será que você já parou pra pensar em mim? Tentativa de forjar uma existência significativa. Talvez um dia, no meio de todo o mundo desse mundo você passe, e eu sangre os ossos, os olhos. Por não ter lembranças nem cartas suas nem memória, por você não saber meu nome. Talvez o banco sempre estivera vazio, dizia a sentença que a cada dia se fazia mais leve sobre seus ombros cansados. Hesitante por não mais que meio segundo, você voltou atrás. E, sentado, começou a contar: um, dois, três. Restou-lhe fechar os olhos, mas quando os abrira, já não sabia mais o que significavam os passos leves que levaram sua garota para longe dali. Teria sido um talvez? Ela voltaria depois? Por um momento não sabia quem partira, quem esperava.. e por quem? Antes de começar a sussurrar suas músicas antigas, você se assustou. Real ou imaginária, perfeita ou incompleta? Os olhos de menino seriam então buracos negros, o caminho e a força que levariam a... a algum lugar a que sempre desejou muito chegar. No final, sobra somente você e seu abismo. Aí é só juntar os cacos com uma vassoura e jogar no lixo.

segunda-feira, agosto 14, 2006

Segunda-feira

"A Geometria Pós-Euclidiana lida com situações mais evoluídas, mas, ao mesmo tempo, capazes de afetar a sanidade do escolástico que as ousa assimilar, tendo em vista sua natureza alienígena. Enquanto os estudos de Euclides se limitam a três dimensões, a Geometria Pós-Euclidiana lida com modelos e situações pertencentes a 4 ou mais dimensões. Tal maravilhoso estudo nos presenteia com teoremas banais, como os de área ou volume, aplicados a quatro ou mais dimensões, bem como variações nunca antes pensadas pela mente humana."
Sabe. Uma raiva contida, mas desmedida. Nostalgia, de um modo geral, induz ao erro. É um grande engodo o papinho muquirana de que "as coisas eram melhores antigamente". Mas não eram. Por que raios, então, sempre caímos nessa percepção errônea? Porque o presente é uma merda PIOR já que não nos é totalmente conhecido e não sabemos direito como lidar com ele — por contraste, a merda antiga, em nossa lembrança e já superada, chega a ter cheiro de rosas.
Havia outra coisa para falar, mas eu acabei me esquecendo — e é um esforço enorme ter de se esquecer de tudo. Claro que vocês não notaram o tom irônico, uma vez que esse é mais difícil de transmitir pela escrita.
Sem paciência, sem disposição, sem estrutura para escrever. Sans Notion.
Meu cérebro adquire dimensões de um papagaio
.
Mas como é uma dimensão que é um papagaio? Simples: é como uma dimensão que é uma arara, mas menor e menos colorida.

domingo, agosto 13, 2006

Light and way


Bem, domingo é bom para ter idéias, mas eu acho que esgotei o estoque de assuntos; já falei sobre tudo o que penso, sinto e faço – bem, não tudo, mas genericamente já abordei vários aspectos da minha “vida Severina”. Isso deve cansar as pessoas, ainda mais porque meu eu lírico nem é tão lírico assim, poético ou coisa que o valha. O meu eu é... eu. Tipo, transparente e otimista, feliz e meio perturbado às vezes, encantado com a beleza da vida e ao mesmo tempo confuso com as coisas que acontecem nela.
Acredito que o meu coração é menor que a minha capacidade de amar, minha boca é menor do que a minha capacidade de sorrir e o meu estômago menor do que a minha capacidade de comer. Mas tá valendo, o importante é que as coisas estão bem, senão eu estaria aqui reclamando.
Ah, encontrei algo do que reclamar!! Eu quero pedir peloamordopaiedavirgi que as pessoas sejam mais diretas e claras comigo; sem falsas esperanças, sem ilusão, falando “a verdade, somente a verdade e nada mais que a verdade” ( não precisa ter o detalhes do júri ou da Bíblia). O que quero dizer é que as coisas se tornam muito frustrante quando a ambigüidade alheia nos deixa incapaz de tomar uma decisão. É mais ou menos assim: muito da vida é praticamente um tiro no escuro, e em situações assim devemos assumir a responsabilidade. Mas naquelas oportunidades em que se tem alguém que pode acender o interruptor e, TCHANAM!, fez-se a luz e seus problemas acabaram! nada mais justo do que essa luz ser ligada não?!
Como eu disse, estou sem assunto. Mas ainda não estou completamente perdida; apenas confusa em alguns aspectos. Será que você poderia acender a luz? Ou melhor... não quer vir e me mostrar o caminho?!

sábado, agosto 12, 2006

Se eu não esquecer vc me lembra! Não vai esquecer de não me lembrar!!

Feliz desaniversário pra mim!
Feliz desaniversário pra ti! Preciso falar mais de "Carpe Diem". Poisé, usando esse padrão de comportamento diário torná-se por demais cruel e generalizada a expressão "inutilia truncat", eliminaríamos 95% da população que anda vivendo muito demais, demasiadamente(!), de carpe diem. Olhe ao seu redor, pergunte-se quem realmente se preocupa com você. Você vai dizer "poucos", "alguns". Agora elimina uns dois terços disso. As pessoas são más e cruéis com os sentimentos alheios. E não pecam, porque não têm consciência disso. Vivem intensamente seus dias e deixam arralhões nas mãos dos que tentaram ajudar, nos rostos dos que queriam um beijo. Carpe diem, não deixe de falar o que precisa, de mostrar o que sente, não perca as oportunidades, seja inconsequente, vá contra seus valores. Pensando bem, esses tais de valores são tão relativos, os meus justificam a minha falta de coragem pra algumas coisas, e esta justifica meus valores. Certa ou não eu substituo a expressão por Viva um dia de cada veZ. Eu não sei porque Ninguém se importa muito com o que se passa por trás dos olhos dos Outros. Talvez Ninguém, que é a maioria, já foi ferido e quer compensar nos Outros. Que maldade. Porque todos não param de querer ser "queridinhos superficiais" e começam a se importar com os desaniversários dos Outros? Sempre coicidem, igual cores de roupas e de paredes de hospitais. Prefiro verde lunar que verde hospital.

sexta-feira, agosto 11, 2006

Pode vir, que eu te seguro pela mão........


Momentos de reflexão sendo multiplicados a cada dia; a “filosofia de telefone” agora também está presente no ônibus, na academia e onde mais eu e minha amiga “poeta” estejamos. Segundo suas palavras, “eu vou escrever um livro de ‘auto-desajuda’(sic), enquanto você escreve um livro de auto-ajuda”; acredito que a idéia dela seja muito mais original que a minha. Em pensar que isso tudo começou devido a um comentário tosco – meu, obviamente – sobre construirmos a nossa casa, usando o cimento e os tijolos que a vida nos dá, antes que a chuva comece a cair. Analogias desse gênero não são lá muito boas, mas servem pra elucidar a realidade.
Chegamos à conclusão conjunta de que a expressão “carpe diem” pode ter diversas interpretações; a nossa se assemelha a propagandas de cerveja – logo após todo o falatório, vem o já conhecido “aprecie com moderação”. Ao longo do tempo descobrimos que tudo tem dois pesos e duas medidas, e se sairmos fazendo tudo o que vier na cabeça podemos nos arrepender depois. Claro que me considero a exceção da regra, já que o mundo prega a idéia de não deixarmos passar nenhuma oportunidade, de fazermos tudo aquilo que temos vontade. Eu não tenho vergonha de assumir que já deixei de fazer várias coisas que, naquele momento, eram o que eu mais queria. E não me arrependo. Depois de um tempo aprendemos que existem oportunidades e oportunidades; escolher a que melhor se encaixa na nossa vida é que é o grande barato.
Bom, mudando um pouco de assunto, mas ainda falando de pessoas... eu não tenho bola de cristal ou coisa do gênero pra adivinhar vidas e pensamentos, mas ultimamente me sinto como que impelida por um impulso interior a oferecer meus ombros e meus ouvidos àqueles que precisam. É uma boa maneira de sairmos um pouco do nosso mundinho particular e ver que todo mundo sofre, e até os que aparentam ter “uma fé inabalável como a rocha” também tem seus dias de reles mortais sofredores. A todos os que sofrem, tem dúvidas ou só frescura mesmo, aí vai uma frase de uma outra amiga, muito querida por sinal, que eu acho ser de extrema valia: “Abra os olhos, não só as pálpebras”. Apesar de a frase ser auto-explicativa, peço licença pra dar o meu pitaco; muitas vezes nos prendemos a coisas e pessoas sem ter coragem de olhar pra frente e encarar o destino, o desconhecido. Mas tudo é uma questão de disciplina e determinação, de vontade de mudar e coragem pra aceitar as surpresas que a vida propõe. Às vezes o que parece a beira de um abismo pode acabar se tornando a extremidade de um lindo vale.
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Bom, eu tento mudar a visão otimista-utopista-ajudista de meus textos, mas infelizmente não tenho talento suficiente e não consigo contrariar meus princípios. É assim que somos. Peças de um quebra-cabeças, diferentes, mas que se completam. E aí que está toda a graça.

quarta-feira, agosto 09, 2006

Textos curtos: rascunhos como fim.

”Às vezes eu acho que nunca vi tanto medo de voltar antes mesmo de ir”. Quero escrever essa frase nas paredes e muros, começando pela minha casa. Pessoas, sempre sentindo medo. Vamos dançar, cantar, bater palminhas [clap clap!], assoviar e estalar os dedos. Porque é tudo tão simples. E tão bonito. Certas coisas urgem ser feitas, pura e simplesmente. Viver é preciso. Sem medo de ter medo de sentir medo, com expectativas positivas. O surgimento de algo novo, uma esperança ou sentimento ou objetivo, requer a destruição do modelo prévio. Não vai ser melhor nem pior — será apenas diferente. Ou simplesmente a mesma coisa sob uma fachada diferente — no one can really tell the difference. Em essência sempre fomos e sempre seremos os mesmos, mais podemos mudar pra melhor a cada dia, comprar conceitos e visões novas sempre. São tão baratos, só custam um pouquinho de confiança em si e nos outros, preço amigável demais — porque tinha que haver algo amigável. Depois de alguns estalos, uma (in)certa beleza e uma (in)certa alegria, enfim. E o que consola nisso tudo é o mesmo que enfraquece: descobrir que nunca houve nada sob o amparo dos nossos ombros, embora eles sempre tenham doído tanto. Existem outros ombros maiores. Eu poderia tentar enrolar com alguma linha argumentativa confusa, mas nem vou explicar. Hoje não caí na pegadinha esconde-esconde das coisas sublimes, que estão sempre bem ali. Aqui. Bem aqui. haha. Que post mais auto-ajuda. Mais é verdade que temos que nos abrir pro mundo, então a gente pega com bastante cuidado cada pedacinho de sorriso e cada pessoa especial, e enche os bolsos com eles, porque sempre o inverno vem. Ou volta. Aí escutamos velhas músicas com ouvidos novos. Vai uma náusea aí?

“O homem, sem apoio e sem ajuda, está condenado a inventar o homem a cada instante.”

j.p. sartre

terça-feira, agosto 08, 2006

Conto de um dia de sol

“Dizem que sou louco
por pensar assim
Se eu sou muito louco
por eu ser feliz
Mas louco é quem me diz
E não é feliz, não é feliz.”
Balada do Louco – Mutantes
>>
Bom, voltamos a programação normal! Como citei anteriormente, ainda estou no “meio-tempo”: sem graaaaaaandes emoções, porém muito feliz! Isso é bom, já que pude perceber que felicidade não é sinônimo de euforia, mas sim de estabilidade. Momento de algumas mudanças, alterando algumas das prioridades, conhecendo pessoas, estabelecendo contatos – resumindo: hora de tomar o leme e ser a capitã do navio.
O que me deixa mais orgulhosa é quando cumpro as promessas em que sou a única beneficiada (ou prejudicada); não as promessas egoístas, mas sim aquelas atitudes que dependem somente de nós. E são essas simplicidades que mais preenchem o coração.
Exemplo prático: nada deixa um dia mais completo do que acordar e ver a alvorada, respirar o ar puro da rua sem muitos carros, pisar nas folhas que caíram durante a noite e ouvir elas estalarem sob os seus pés, sentir a paz que o momento proporciona e perceber que o nascer do sol é igual pra todos. Depois, cuidar de si, exercitar-se, conversar amenidades enquanto faz abdominais na academia ou caminha no parque. Ir pra casa e rir com aqueles que compõe o seu lar, varrer o quintal e brincar com o cachorro. Sair e sorrir pras pessoas que encontrar na rua, ajudar aqueles que precisam. Ver o sol se pôr e as estrelas surgirem no céu, conversar com os amigos e rir até as bochechas doerem das bobeiras que eles falam; enfim, perceber como o dia mais feliz da sua vida pode acontecer todos os dias, unindo as “coisas simples” àqueles que fazem parte da SUA vida.
Tente passar um dia assim, depois me conte como se sentiu. Não é tão difícil. Falo por experiência própria: nada te faz sentir mais vivo do que, ãh, viver. Em plenitude.

segunda-feira, agosto 07, 2006

Sobre não se odiar

Ahh! Eu fui arrancada do meu artificial paradise, onde tudo era em câmera-lenta e eu acompanhava tudo à distância, alheia, para ser jogada de volta ao convívio em sala de aula. Tanta gente que parece não saber direito o porque da vida delas, tanto marmanjo com cérebro de criança, meninas preocupadas com maquiagem, gente com aquelas espinhas semi-preciosas no nariz — que insistem em chamar de piercing...Eu posso ter dificuldades homéricas de socialização e passar por mudanças de humor de amplitude gargantuesca, mas a minha lógica distorcida para encarar as coisas e o desnocionismo — bem como algumas outras habilidades — fazem diminuir a pena de encarar muitas coisas com olhos sem lentes psicodélicas. Eu me encaro de uma forma ditatorial ultimamente, acabaram as férias, e pra sempre, porque exigir de si o melhor todos os dias me faz bem. Quando eu crescer vou estar constantemente me desafiando e me submetendo a testes de resistência. Porque isso, até onde eu vejo, contribui para o auto-aperfeiçoamento. Sim, sou idealista e finalmente me dedico a algo que realmente vá mudar meu futuro, tomara. Sou egocêntrica sim. Mais sou material também, física, e “amo com o estômago” as pessoas que merecem. E quero ter as mãos beijadas em público, de olhos fechados. Esse texto que começa e termina sem substância nenhuma, entranhado de uma mágoa extra-textual que mantém essa escrita capenga, suspendendo toda forma de alegria-rápida, contra um fast-food possível. Saudade da infância, da adolescência, de sentir aqueles amores platônicos. A gente não tem controle sobre o pensamento, e a gente pensa que vive. Não lhe parece óbvia a não-relação entre você mesmo e a sua própria vida? Por isso eu sempre tento ser eu e me lembrar que mais cedo ou mais tarde vou ter que viver. Não gosto de mim porque "oh, sou ótimo" — é puro e simples afeto. Porque é bom se gostar de vez em quando. Eu e eu somos a mesma pessoa — não devíamos brigar tanto... Por hoje, vou carregar todo o peso da minha existência com certa satisfação por ser quem eu sou. E a carga tem que ir nas costas mesmo, sem a ajuda de artefatos ultra-high-tech concebidos pela inteligência humana. (as rodinhas, por exemplo).

domingo, agosto 06, 2006

Programação interrompida


Bom, escrever sobre o quê quando nos falta inspiração?! Falar de coisas triviais, do sentido da vida, da novela das oito e tudo mais pode parecer até fácil, mas não o é.
Tem certas fazes em que o vazio aumenta, a falta de emoção não chega a atrapalhar, mas diminui consideravelmente a intensidade dos sentimentos. Não que eu não esteja feliz, muito pelo contrário, estou numa faze tranqüila e alegre; mas parece que falta alguma coisa. Admito que sou uma pessoa difícil de agradar nesse aspecto, já deu pra perceber que se tá tudo ruim eu reclamo e se tá tudo bom eu continuo com a minha bocona aberta. Mas o “descontrole emocional” é uma das minhas características e não consigo me libertar dela. Deve ter algo a ver com eu ser mulher, ter hormônios e ainda estar com um pezinho na adolescência.
Voltando ao assunto (ou seria à falta de assunto?), tem horas que a vontade que dá é apertar o “pause” e voltar a fita para aqueles momentos hiper emocionantes, mudar alguma coisinha pra ver se isso te afetaria no hoje; mas como essa possibilidade ainda não foi alcançada, a melhor saída é viver esse “meio-tempo” da melhor maneira possível, não agarrada ao passado ou pensando demais no futuro, mas preparando você mesmo pra viagem, se cuidar por dentro e por fora, cumprir suas promessas, e fazer o marasmo se tornar frutífero. Quem sabe assim a emoção não surge. Afinal, ainda não inventaram uma maneira de mudar de canal quando se trata da nossa própria vida.

sábado, agosto 05, 2006

Divagações de ontem à noite:

Deixa-se de pensar na vida quando se tem muito a estudar, porque aí a prioridade de viver é ler coisas e tentar memorizar e entender pra não esquecer, isso o dia todo desde que você acorda até quando vai dormir. Assim não sobra tempo pro seu cérebro pensar sozinho. É triste mais vou ter que ficar assim até o final do ano. Surpreendentemente voltei a gostar de matemática. Mais dá raiva quando querem te ensinar noções de ponto, reta e plano. Que seja, pelo menos no cursinho tem brechas de tempo pra pensar. E que exemplo minha vida tem se tornado! Só estudo, nem penso bobeiras, nem tenho raiva, nem brigo com ninguém. Virei santa e hoje é meu dia de contemplação da realidade. Finalmente a sexta-feira depois do pôr-do-sol volta a ter significado, já que só o tinha naquele lugar, IASP, e também pelo fato de que eu deveria estar assistindo aula agora. Certo, eu devia estar pensando no Céu e nos anjos mais como sou humana e imperfeita eu penso na minha própria vida aqui mesmo, como sempre. Um ponto não é um ponto, é a representação dele assim como estrelas também não são pontos. Tem um limite entre a Matemática(concreticidade) e a Filosofia(subjetividade) assim como a realidade que eu tinha chegou ao limite e eu prefiro não ter aquela grama pra pisar. Melhor assim, lá tinha tanta pra andar descalça mais eu nunca deixei de usar salto na sexta à noite. Agora não tem grama, só tem meu quarto com apostilas e cadernos de exercícios empilhados e em ordem pra amanhã bagunçar de novo e o Word pra contar da minha vida. Na verdade isso, esse texto, o blog, não são nada disso, são um monte de 0s e 1s. Eu sinto que a minha vida está ficando cheia de pontos com informações tomando conta da verdade sobre as pessoas que eu ando conhecendo, a verdade é que são desconhecidos. Porque tantos fenótipos semelhantes pra me iludir?rs. Ontem eu passei por um cara gordo e ouvi ele falando “blábláblá, alguma coisa,... EMO” quando eu passei. Blé!
Eu não sei sânscrito, então, numa postura análoga, eu poderia pregar por aí que sânscrito é uma língua de merda e que todos que são proeficientes no idioma são uns cuzões. Esses comentários "efêmeros" deviam ser guardados no íntimos dos seres que pensam coisas desse tipo sobre mim. Que seja. Eu serei velha, no futuro, mas ele será velho E gordo. Gostaria de agradecer, contudo, a todas as generosas almas que me presenteiam com suas floreadas análises acerca da minha pessoa, minhas motivações e minha aliança informal com os alienígenas, os emos e as máquinas de sorvete do McDonald´s.

quinta-feira, agosto 03, 2006

A semana acabando e eu me esqueci de postar. O cursinho tá legal. Dá saudade das pessoas. Não dessas. E como tem gente que lembra outras gentes nesse mundo. Pior q dá vontade abraçar desconhecidos. Quanto mais eu tento escrever menos eu consigo, e não consegui até agora. Nem vou conseguir por culpa da matemática.

terça-feira, agosto 01, 2006

Pode ser ou tá difícil?!


Jurar pra si mesmo que não vai se preocupar com “os outros” já não é lá a tarefa mais fácil do mundo. O problema é que muitos desses “outros” tem função importantíssima em nossas vidas. E não há nada pior do que estar na companhia de alguém de quem você gosta muito e se sentir ao lado de um estranho; me sinto realmente mal quando percebo que a pessoa que está ao meu lado não liga a mínima pros meus sentimentos. Não sei se é bom ou mau, só sei que eu não sei ser fria e calculista – tá, posso até saber, mas só com aqueles que merecem de verdade. As pessoas que "fazem parte da minha" vida assim são denominadas por terem alcançado méritos pra tal: me deixam à vontade, me fazem rir, me consolam quando choro, e, acima de tudo, me respeitam. Se você quer uma lição de “Como-me-fazer-te-achar-um-babaca-em-10-dias”, basta fazer tudo isso ao contrário: ser antipático, mesquinho, mau-humorado e me tratar como se eu fosse um cocô de rato (nossa, peguei pesado agora).
Mas é isso, depois de chegar ao status de “pessoa importante” na minha vida, tente não me magoar. Eu sei diferenciar a realidade e os meus pensamentos utópicos, e não preciso levar cutucões – sei bem onde piso. Muitas vezes me questiono se encaro as coisas do modo correto, se não seria muito mais fácil soltar um “vaisefoderfiladaputa” e sair dando risada. O problema é que o meu coração, não sei porquê, se recusa a esse tipo de comportamento. Apesar dos pesares, eu ainda acredito nas pessoas (não em todas, devo frisar); acredito que todos merecem uma segunda, terceira, quarta chances... porém, devo avisar que ainda não corre sangue de barata em minhas veias. Tente ser legal e sincero com a minha pessoa, OK? Quer dizer, tente ser legal e sincero com todos aqueles que estão à sua volta. Nada deixa as pessoas mais felizes do que serem bem tratadas. E amadas. Acredito que todos merecem isso.