Filosofia de Telefone

A linha que conecta pensamentos

quarta-feira, maio 31, 2006

Pós-adolescência

Algumas vezes eu preciso me concentrar. Redefinir valores e características de personagem, basicamente, porque, com o tempo, as variáveis, numerosas, acabam por me confundir. E eu tenho ainda que lidar com as expectativas não-cumpridas e com as mudanças de humor, que são constantes e de amplitude considerável. Minha química cerebral tem oscilações violentas, sem razão aparente e sem aviso. E atrapalham meu funcionamento. Essa química, eu já tentei interferir pra que haja reações mais saudáveis, já durmi mais cedo, ouvi música de gosto não duvidoso, descobri que se evitando gordura e reduzindo os carboidratos ou coisa que o valha, não se consegue a felicidade. Ahn sim, isso é coisa de pós-adolescência, onde eu não tenho problemas teens bobinhos e ainda assumo que não sou nada nem ninguém e que as minhas certezas não têm valor algum, porque ainda não sou adulta, os adultos sempre acham que as verdades são imutáveis e são bem seguros de si, e têm profissões e gostam de dinheiro. Profissão, para mim, é burocrata, balconista, arquiteto ou contador, coisas entediantes e estéreis o bastante pra que eu não me interesse em sê-los quando “crescer”. Eu provavelmente vá viver confinada a um sub-estilo sem-graça-espartano-proletariado-de-baixa-renda-camisas-pólo-odiosas-mê-dêem-um-tiro-não-sei-me-vestir, mas vou estar bem, porque vai ser só eu e eu mesma. Em todo lugar praticamente todos os adultos e alguns outros tipos de gente me acham uma poser-patética-superficial-ao-extremo-cabelo-de-Playmobil-sub-gótica-revoltada-problemática-mas-que-quem-fala-mal-não-conseguiria-fazer-tão-bem-mesmo-que-pusesse-todo-o-funcionamento-de-seu-cerebrozinho-de-merda-na-execução-da-tarefa-pulem-na-frente-de-um-ônibus-seus-merdas. É impossível agradar a todos. É. Dá para agradar a maioria, mas para isso eu precisaria limar todos muitos pontos interessantes da minha pessoa. Assim sendo, eu parto para o outro extremo: indiferença. Pena que ela DESagrada a maioria. Mais tudo vai acabar bem. Porque eu não tenho a Peste Negra. Nem a marca de Satã, como tantos suspeitam. Dar a outra face à palmatória e sorrir para quem lhe ofende? Jamais. Não quero acabar pregada em uma tábua, com um bando de soldados romanos à minha volta, zombando de mim, me desculpem.

"Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!"
- Augusto dos Anjos, "Versos Íntimos"
P.S.- Quem precisa ler isso, nunca o fará, e sim, a fonte é amarela e insuportável.

segunda-feira, maio 29, 2006

Frio ao toque

E, quando não há culpado, sobre quem devemos a cólera descarregar? Como você se sentiria se fosse tachado como "uma das maiores decepções de minha vida" por alguém que você admira desde criança? Ou se seu interesse romântico te troca por alguém bem menos atraente? Não que você ou eu o sejamos neh. C`est la merde.
Tive dilemas morais, conflitos psicológicos, queda de cabelo... Tudo isso pra decidir se mudar tudo valia a pena. Que pena? A pena de me passar por perdida. Hein? Ah, mas vocês se acham chiques. Gente chique não é fina: é "phyna". Medo. E eu vou ser da turminha do artê-conceitual-radiohead-capuccino-descafeinado-cara-de-leucemia, e vou apontar o dedo pintado com esmalte fosforescente, dizendo "que desperdício a vida de vocês". Espere massa néscia de comentadores desconstrutivos de meia-tigela com suas opiniõezinhas estérquicas, vou recolhe-los à sua insignificância. E lembrem-se: desliguem o caps lock e revisem o português se ousarem apontar o dedo sujo ou levantar a voz desafinada contra mim. Se querem atacar, pelo menos tentem não parecer ridículos/retardados fazendo-o. Vou esperar pacificamente os acontecimentos e as alvoradas enquanto vocês lêem O Código Da Vinci e chamam ficção de blasfêmia.

domingo, maio 28, 2006

Feel the rain on your skin

Acredito que os maiores dons do ser humano são os sentidos. Ver, ouvir, sentir, tocar, falar; esses cinco presentes me proporcionam infinitas experiências. Sou muito ligada nessa coisa de sensações, me impressiono por muito pouco, e gosto disso; afinal, são as pequenas coisas da vida que nos dão as maiores alegrias (pelo menos na minha humilde opinião).
Música, por exemplo. Eu simplesmente não vejo a minha existência separada de um ritmo ao fundo guiando os meus atos. Eu ouço certas coisas e já me imagino em uma situação – existem músicas que me transportam prum dia ensolarado e feliz, outras que me deixam um tanto quanto deprimidas – mas elas são sempre bem vindas. Outra coisa que eu adoro é acordar e olhar pro céu; ver o sol brilhando forte, sentir o calor tomar conta de mim aos poucos... ou então o entardecer, aquela nostalgia que o pôr-do-sol traz. E não há nada mais romântico do que olhar as estrelas. Ficar parado contemplando a imensidão do universo e perceber o quão singela é a nossa existência.
Conversar, então, é o meu esporte favorito. Mas não só conversar com palavras, como também com gestos, com o olhar, com o toque, com o coração. Pois relacionamentos não são feitos só de palavras. E isso torna tudo muito mais mágico.
Agora chegou a parte que eu mais gosto... nessa coisa de revelar os segredos mais escondidos dessa minha mente obscura (poutz horrível isso, mas vai continua aqui), não podia deixar de falar dela, que me desperta as sensações mais maravilhosas... a CHUVA. Tomar banho de chuva é melhor do que qualquer terapia; além de purificar o corpo, lava a alma. Sentir as gotas caindo sobre sua cabeça, deixar o pensamento fluir e ficar rodando que nem criança é simplesmente delicioso; respirar fundo e deixar aquele cheiro de terra molhada invadir seus pulmões, imaginar que nesse instante EU sou a pessoa mais feliz do mundo. Esse momento é uma síntese perfeita do uso de todos os sentidos: sinto, ouço, vejo e falo; falo com Deus, agradecendo por perceber que por pior que a vida possa parecer, existem esses pequenos acontecimentos, que podem até passar desapercebidos, mas que mostram que existem várias formas de se sentir completo.

sábado, maio 27, 2006

Bleh! Eu não tive escolha!!! Mais vocês tem, me julgar ou não. Bom, pra mim, sabe o que há de comum entre você e uma ostra? Fácil: ambos têm o mesmo entendimento sobre o que eu sou. E não me forcem a explicar, por obséquio: eu também não sei. Às vezes o desnocionismo deve tomar conta, pura e simplesmente, não que este faça parte da minha personalidade, penso eu. Que seja, o valor de vocês que me julgam pra mim é nulo, até o dia em que você tiver a brilhante idéia de vir conversar comigo e perder essa mania que todos tem de conceituar, mais tanto faz, eu te dar algum valor ou não, acho que não fará tanta diferença assim na sua vida. Que tal vocês irem nadar naquela piscina de merda ali, pra ficarem igualzinhos à projeção mental que eu faço das suas pessoas? Não gostou? Haha. Com exceções, minha memória anda abstraindo tudo que ocorre no prazo de duas semanas, até menos, todas as frustrações e sentimentos de insegurança sempre ficam confusos e nebulosos, depois se repetem, e eu esqueço de novo, bom assim. Ótima essa época de uns 2 anos pra cá, que a franja vem me privando de boa parte da visão. Agora eu vou deixar vocês pra lá e conversar um pouquinho com o Senhor Destino, que perdeu umas certas chaves, falar com ele sobre política, música, cinema, et cetera. Hum, será que é esse o problema? Ele deve gostar da minha companhia. Eu também gosto da dele, porque ele sabe me iludir e porque ele sabe que eu sei que não é verdade o que dizem dele. Porque ele não traça nada pra ninguém, só acompanha o que acontece, e às vezes confunde as certezas dos incertos, e ele é negro como a solidão. Ele não é um velho carrancudo com a testa franzida, é um jovem não tão bonito porque pouco sorri e como ele sabe que eu não ligo pra isso, ele me leva pra passear nuns lugares bonitos, e parou de me desordenar os pensamentos, agora ele sorri e olha nos meus olhos. Ele tem olhos bonitos.

sexta-feira, maio 26, 2006

Será?!


Tento não me arrepender. Tomo atitudes e ajo de uma maneira que evite futuras culpas. Por isso, faço – ou pelo menos tento fazer – tudo o que posso, buscando, principalmente, a minha felicidade. E, muitas vezes, isso significa não sair fazendo tudo o que se tem vontade, sem medir as conseqüências, mas agir, ou pelo menos tentar agir moderadamente, às vezes até evitando algumas coisas (mesmo que naquela hora seja o que você mais queira).
Me porto assim porque tenho muito medo de construir minha felicidade sobre a infelicidade alheia. Penso tanto antes de agir que acabo muitas vezes por me anular, escondendo aquilo que realmente penso e sinto. Mas a vida não é boba, e ela gosta de pregar peças. Dizem que a maneira mais fácil de fazer Deus rir é fazer planos. E nessas horas em que tudo de surpreendente acontece, você não tem forças para reagir. Não há como evitar certas atitudes, palavras e ações; muito dessa espontaneidade traduz tudo o que você fez o maior esforço para esconder. E depois vêm as perguntas, os velhos pontos de interrogação que insistem em perturbar. “Será que eu agi certo?”; “Será que me expus demais?”; “Será?”; “Será......?”. Isso não é saudável.
Eu tento sempre me prender àquela máxima de que “tudo acontece porque tem que acontecer”. E isso me deixa aliviada. Aliviada porque eu quero e preciso acreditar que não estou errada, e de que me anular não é a melhor saída. Quero e preciso acreditar que eu não prejudicarei ninguém. Nem a mim mesma.

quarta-feira, maio 24, 2006

Cortes incicatrizáveis

Às vezes eu não durmo e às vezes eu durmo demais, por causa dessa coisa nos meus ouvidos, parece uma flauta doce tocando, só que a melodia é amarga. Eu escuto Patrick Wolf, especialmente as canções Peter Pan e Wolf Song, antes de dormir, é legal o produto da mente desse “menino” de 22 anos que começou a experimentar música desde os 11 anos, as músicas dele são cheias da turbulência emocional de quem saiu há pouco da adolescência, canções sombrias com algumas misturas eletrônicas criam uma atmosfera envolvente, eu me sinto bem e parece que assim terei bons sonhos. Porque ele diz que Peter é um amigo que nunca falha, que vai mudar meu destino e me diz pra dançar no meio da batalha e que eu tenho que lutar, porque senão a luta nunca vai acabar, me convida a andar com ele entre as árvores e colinas e fala que a escuridão na verdade é a solidão, que o mal não vai se aproximar, e isso me reconforta, eu sinto que ninguém mais vai derrubar e pisar em meus castelos, e eu não vejo a decepção que sou, só vejo esperança e coragem. Mais sabe, não é real isso de eu ser toda errada, criaram essa idéia e querem que eu acredite e mude, que uma parte de mim morra, sei lá. Querem me convencer de que eu devo fazer aquilo tudo certinho, do contrário eu virarei uma estátua de sal, ursos sairão do mato pra me estraçalhar e os primogênitos dos egípcios vão morrer. Que ilusão sua hein! Nada disso! A minha atrocidade é indizível até mesmo pela jumenta falante de Balaão! Para tamanha infração, meras pragas divinas não são o bastante. Não quero juiz e júri: quero EXECUÇÃO! Automática. Claro que antes disso eu quero pelo menos chegar perto daquele sonho todo calórico e colesteroso, aí sim podem me matar. Eu sei que os estranhos me ajudam, me seguram pra que eu não me estatele montanha a baixo, gritam pra evitar minha desistência, mais a verdade é que ninguém tem aquele remédio pros buracos e pras ausências, e quem eu queria tanto que me aceitasse, não entende nem quer entender nada. Eu sei que vai dar tudo certo, eu tenho certeza, mais eu preciso de uma coisa que eu não tenho, nem vou ter nunca. Porque ser o detentor da Verdade Absoluta e o guardião da Justiça Divina são tarefas estafantes, mas necessárias. Hora de impor os moldes da ordem, classificar, etiquetar, catalogar. Pois tudo segue um padrão. "Aiii, Giiiiibb, não segueeee!" Segue sim. Liberdade total é coisa de hippie. Eu me torno fanática e me canso dessas coisas em questão de poucas semanas. Eu dreno até a última gota, esgoto, por me expor à exaustão a algumas coisas, e, no final, sobra apenas uma casca vazia — e em seguida eu me levanto e tento sempre o mesmo, Aquilo que eu penso que preciso pra ser feliz. É assim com tudo. É, eu sou bipolar, de modo que, se eu tenho oscilações de humor e quero desistir de tudo pelo que eu luto por alguns dias, eu posso. E viva meus caprichos infantilóides e de química cerebral bagunçada!

terça-feira, maio 23, 2006

À espera de um milagre

Muitas vezes eu encaro o período da espera como tedioso, triste e desencorajador. Ficar parada, vendo o mundo continuar girando e ter a sensação de que a sua vida não se move um milímetro é péssimo. Mas, vendo pelo lado positivo (a filosofia de vida da Pollyana, que eu queria ter forças pra copiar), esses momentos de espera, de marasmo, em que parece que tudo é chato, servem para que possamos repensar as nossas atitudes diante da vida. Será que não somos muito passivos e receptivos, pra não dizer acomodados?! Porque não adianta nada esperar que tudo caia do céu, tipo “venha a mim o seu reino”. Temos que dar um passo à frente, encarar os problemas, ter coragem de dizer “não”, seguir os nossos sonhos e buscar a felicidade. O “meio-tempo” serve pra isso; não pra ficarmos parados, sem viver a vida, mas para ter experiências que nos sirvam de base pra jornada. Parar um pouco, retomar o fôlego e continuar a correr é normal. O que não podemos é abandonar a corrida.

segunda-feira, maio 22, 2006

Ás vezes não se sabe se o vazio vem do estômago ou do coração.

Essa semana eu ouvi milhões de vezes:

Clocks – Coldplay
A desolation song – Agalloch
Somos quem podemos ser – Engenheiros do Hawaii
Eu queria ter uma bomba – Cazuza
Gong endir – Sigur rós
The end has no end – The Strokes
Lola stars and stripes – The stills
Nothing in the silence – Belle & Sebastian
Fake plastic trees – Radiohead
This picture – Placebo
Sing for absolution - Muse

P.S.- É, não quero escrever hoje, e daí?=[

domingo, maio 21, 2006

Um empurrãozinho...


Quero para com essa brincadeira. Falar, falar e não agir. Prometer e não cumprir. Sentir e não demonstrar. Chorar escondida. Sorrir sem vontade. Envergonhar-me de algo que não é culpa minha. Sinto como se fosse uma estranha dentro de mim, sem controlar sequer meus pensamentos. Fecho meus olhos e vejo. No silêncio, ouço. Porque tudo é assim tão confuso? Os caminhos são diferentes do que aqueles que traçamos. As atitudes que pensamos em tomar se esvaíram porque nada é da maneira que queríamos que fosse. Não tenho coragem de assumir pra mim mesma que não sei o que fazer.
Escrevo tentando encontrar as respostas para as minhas dúvidas. Porque só sei que elas são concretas quando as encaro e exponho. Como não posso fazer a Terra parar de rodar até que eu crie coragem, e cada segundo que se passa nessa agonia é um pouco da minha vida que está indo embora, cada dia que me sinto mais culpada. Culpada por não ter coragem de enfrentar aquilo quem só eu posso resolver, e que está me atrapalhando ao seguir meu caminho. Porque as pequenas pedrinhas são aquelas que nos fazem tropeçar e cair. E minhas pequenas indagações são as que ecoam com mais intensidade. Ninguém consegue me ensinar o caminho. Tenho que andar com as próprias pernas. O problema é que quando acho que tudo está se resolvendo, a vida vem gargalhar na minha cara, com aquele ar de “enquanto você não resolver você não vai se esquivar”.
Eu nem almejo mais morar em uma bolha; porque o que me incomoda está dentro de mim. O que eu quero é criar coragem para sai como uma metralhadora ambulante, falando e fazendo tudo que tenho vontade. Não pra machucar as pessoas, muito pelo contrário. Acredito que a verdade salva vidas. Pelo menos a minha ela tem o poder de salvar. Porque sinto que a cada dia que passa, ao mentir pra mim mesma, estou sufocando a possibilidade de encontrar a verdade que tanto preciso.

sábado, maio 20, 2006

Fuck this!

Sabe quando dá uma vontade de gritar beeeeem alto, por você ter um problema que não tem como resolver? É o tipo de coisa que punks tinham na cabeça, além do moicano, só que transformaram em fumaça de baseado. Não sou sofrenilda, porque não fico falando de como a vida pode ser extremamente depressiva e não faço aquelas monguices que os góticos fazem como ir pro cemitério beber qualquer bebida preta para obter vômito preto ou então beber absinto pra vivenciar a experiência extraordinária e sobrenatural de sentir seus fígados virarem purê de batata, muito menos acho que sou uma vampira. Não vou em festas teens encharcadas desses seres dançantes e bêbados, todos extrovertidos e alegres que, na vida real, são um bundões. Não sou daquelas garotas que “dão” facilmente e no dia-a-dia se fingem de santas, muito menos sou como alguns antas que gastam toda a mesada em maconha. Posso usar algum acessório emo mais não passo lápis no olho só pra borrar quando eu chorar por pensar que talvez eu seja a pessoa mais não compreendida do mundo ou por qualquer outra crise existencial que todos eles dizem ter. Bom, atitude no final das contas é copiar a roupa e os trejeitos.
E é tão vazia a sensação de chegar em lugares cheios de pessoas que o conhecem e não ter vontade de parar e conversar com elas, por saber que sempre falam as mesmas coisas, e falam tão superficialmente, e ter a impressão de que todo mundo anda parecendo montes de hienas sorridentes e egocêntricas. Porque eu só preciso de gente normal e feliz, moderadamente, pra conviver comigo, pra compartilhar problemas bobos, pra assistir filme de sábado a noite e ser careta, sem se preocupar com padrões de comportamento, enfim, eu quero viver normalmente sem seguir os caminhos já traçados que são tão fáceis, e quero que me respeitem por escolher o mais difícil, por ser desconhecido e por eu não conseguir enxergar o chão que vou pisar desde o início até o fim.
Queria ter inspirações todos os dias e sair fazendo o bem pra qualquer um que eu não conheça, queria terminar logo aquele livro que eu ia escrever e não permitir que aquele amigo que ficou longe se extravie, mais tem um caos me incomodando, criando bloqueios. Quando eu crescer, vou criar uma instituição que dê assistência aos loucos, crianças abandonadas, velhinhos tristes, analfabetos, desnutridos, gente medrosa, gente leviana quanto aos sentimentos alheios, adolescentes alienados e outros tipos de doentes. Nesse lugar haveria acompanhamento psiquiátrico 24 horas, 7 dias por semana, pra impedir pelo menos 1 suicídio por mês, não aquele suicídio físico, mas aquele no qual a pessoa desiste da vida mas não tem coragem de morrer. Porque os suicidas que pulam de prédios ou tomam veneno talvez sejam as pessoas mais conscientes do mundo.

sexta-feira, maio 19, 2006

Nem adianta assoprar...


A vida é feita de desafios, portas que temos que abrir, encontrando em nós mesmos as chaves, para que possamos encarar aquilo que desejamos, seja lá o que isso signifique. Porque os objetivos da vida são subjetivos; uns querem passar no vestibular; outros querem casar e ter filhos; uns querem ganhar na Mega Sena; outros querem ser Presidente do Brasil. Tem ainda aqueles que querem ser tudo isso ao mesmo tempo.
As chaves da vida podem estar escondidas nos lugares mais improváveis. Sabe quando a sua mãe deixava a chave “dentro-do-vaso-marrom-que-ficava-no-meio-do-quintal-perto-da-roseira?” Com agente também é assim. As chaves ficam guardadas esperando que as procuremos. Mas muitas vezes esquecemos disso e passamos a procurar as chaves em outros lugares, em outros quintais, no chão do carro, em outras pessoas. Perdemos muito tempo encarando a porta, como se miraculosamente ela fosse se abrir. Infelizmente problemas não têm medo de cara feia.
Não tenho a solução perfeita para que você encontre todas as suas chaves; isso seria ridículo, porque nem eu encontrei as minhas. E quanto mais você abre portas, mais o molho de chaves cresce. E não precisa se desesperar, porque isso é um bom sinal; sinal de que você tem força, coragem e disposição pra encarar todas as portas que a vida coloca na sua frente.
Por isso quero chegar ao fim da vida carregando um molho de toneladas. Aí sim terei certeza de que tudo valeu à pena.

quarta-feira, maio 17, 2006

Mei Dei Mei Dei!

Pode acontecer de um dia você perceber que o peso da sua escolha é maior do que você pode suportar. Então a vida te dá um soco no estômago e insiste em recuperar a problematicidade do problema e jogar na sua cara a pseudo concreticidade dos seus objetivos. Sim, vivemos numa sociedade carente de reflexões, onde os referenciais tornaram-se turvos e temporários e onde as pessoas sentem-se perdidas, sem uma noção do seu papel num mundo incerto, angustiante e em permanente mutação. E tem algumas coisas em nossa vida, ou pessoas, ou situações, que sempre estarão lá, para te lembrar de algo; seja bom, seja ruim, ou mesmo os dois, juntamente com todo o resto que está morto e enterrado, que não há mais o se que fazer, mas que ocupa espaço apodrecendo sobre escombros de castelos mal construídos. Tudo isso passa pela sua cabeça num daqueles dias que você não consegue controlar sua cabeça e sua mente simula que tudo está caindo escada abaixo pra te enganar, pra tentar facilitar as coisas e te convencer a desistir daquelas coisas tão difíceis. Mas você não quer renunciar e nem admitir que possa estar cometendo erros, mesmo não estando, e se sente sozinho. Você se perde no seu próprio caos ideológico e a única coisa que quer é alguém pra te puxar de volta pra realidade, pra te dar um pouco de ar e fechar seus olhos para os fantasmas que te atormentam. Provavelmente esse alguém é você mesmo, patético neh. E assim lá se vai mais uma noite de sonos e os reflexos que nem com os olhos sondados, deixariam de ter cores tão nítidas.

terça-feira, maio 16, 2006

Promissionis Terra


Apesar das inúmeras críticas que a cidade recebe (inclusive desta que vos fala), ela é um pequeno paraíso no qual eu me sinto segura. Não segura em relação à violência, criminalidade e tal, porque infelizmente isso está presente em todos os lugares. Mas a segurança que eu sinto é aquela de poder sair na porta da minha casa e conhecer as pessoas que moram à minha volta... incluindo até as vizinhas fofoqueiras!! É caminhar pelas ruas sem medo de me perder, olhar cada cantinho e lembrar de coisas da infância, olhar as árvores e lembrar das estripulias no “esconde-esconde”, os terrenos baldios e seus esconderijos, as casas abandonadas e sua histórias.
Acho que minha vida e a cidade tem uma conexão muito forte. Talvez por isso eu nunca tenha me imaginado longe daqui; pelo menos não até o fim da minha faculdade... Toda cidade do interior tem seu “quê”, e mesmo que você sai daqui você não a esquece. Falta um cinema, falta um barzinho, falta um teatro. Mas sobra fraternidade, o sentimento de acolhida, as xícaras de açúcar ou os ovos que faltam pro bolo. Uma cidade pequena pode parecer um atraso de vida, mas meu sonho é poder juntar o desenvolvimento das metrópoles a esse arzinho interiorano. Aquela coisa da “experiência de 40 num corpinho de 20”.
Diz a lenda que a gente só fala critica quem significa alguma coisa pra nós. Talvez por isso eu viva resaltando os defeitos dessa city. Porque eu realmente amo viver aqui.

segunda-feira, maio 15, 2006

Separando déspotas de benignos

Qual é o traço de personalidade que recebe o prêmio por arruinar relacionamentos mais do que qualquer outro? É A TENDÊNCIA DE CONTROLAR OS OUTROS. Esse traço é destrutivo porque afasta as pessoas, mostra que estamos tentando mudar a outra pessoa, para que fique do modo como queremos. Essas pessoas julgam(diagnosticam, rotulam, censuram), apresentam soluções(ordenam, exigem, ameaçam, sermoneiam, moralizam, interrogam, aconselham), ignoram as preocupações(mudam de assunto, argumentam, tranqüilizam), expressam expectativas injustas(cuímes, arrogância, queixas, manipulação), e ficam contrariadas quando a outra pessoa não aprecia esses comportamentos. Convivemos com gente assim sempre, na escola, no trabalho, no círculo de amizades e até na família, PRECISAMOS nos afastar dessas pessoas, elas não sabem viver e nos farão infelizes. Elas não sabem exercer o autocontrole antes de desejar nos controlar e nos torturam com isso, conscientemente ou não, se tornam infelizes pela não correspondência das suas vontades e tornam as pessoas ao seu redor infelizes também. Precisamos de pessoas queiram nos entender, que nos façam sentir menos solidão e que semeiem boas coisas em nossas vidas, nos ajudem a montar nossa fortaleza sem exigir nada em troca. Porque cada um constrói sua vida do jeito que quer, mais sozinho ninguém consegue fazer nada, escrevemos nossa história com lembranças das pessoas que amamos, e as que nos fazem mal, esqueceremos, mais cedo ou mais tarde os cortes cicatrizarão, e no final só vai sobrar o que há de bom.

domingo, maio 14, 2006

Fala de mãe, principalmente no dia de hoje, além de óbvio pode ser repetitivo. Mas eu não resisti ao impulso de escrever, porque mãe pra mim tem um significado especial. O amor de mãe por filho transcende as barreiras consangüíneas, aquela coisa de vir de dentro, porque a mulher já é mãe antes mesmo de ter seu próprio filho; é mãe aquela amiga que te escuta e aconselha. É mãe a professora que te ensina e que tem paciência com você; é mãe a professora chata que te dá nota baixa, porque ela quer te faz encarar as frustrações. Ser mãe é mais do que parir (com o perdão da expressão); ser mãe é amar incondicionalmente alguém mesmo sem demonstrar, é falar não na hora certa, é parecer chata e careta, é “cortar o barato” da turma, é fazer mingau de madrugada, é esconder suas cagadas do seu pai.... Vó então é mãe duas vezes, faz um monte de coisa boa pra você naquele domingo entediante, te ensina as “coisas do tempo dela”, sempre te deixa na moda, faz rabanada e bolinho de chuva. Toda mulher é sagrada pelo fato de poder gerar um novo ser. E aquelas que possuem essa dádiva são ainda mais especiais. Seus filhos, de sangue ou de coração, são todos gratos por suas sábias lições que ensinam a viver.

sábado, maio 13, 2006

Vem aqui comigo!

Contei segredos, calei palavras, tive amigos extraviados, amassei papéis, vivi manhãs entediates de domingo, andei nas ruas, vi tempestade de raios e sem dó eu digo que pessoas neutras não me interessam, e que um único indíciode um caráter não condizente com o que eu acredito é o suficiente para chutar uma pessoa do meu convívio. A vida nos dá sinais sobre quem está do nosso lado e aquilo de todo mundo ter defeitos acaba aparecendo com desculpapra manter pessoas e sentimentos ruins e sangue-sugas na nossa vida. Chega, eu tenho planos, objetivos, sede de conquista e então não tem espaço pra "vampiros". Vou sair desse canto e gritar com quem tenho que gritar, isso me inclui também.O valor de algumas coisas na minha vida não faz muito sentido pra quem não acompanhou todas as voltas que eu dei pra chegar a ser quem eu sou hoje. Pramim não tem o menor problema, o valor disso é importante pra MIM, o tanto que ME fez crescer. São coisas que ninguém ensina, que ou você busca nas coisas que te acontecem ou elas passam e talvez não voltem mais.Me preocuparmenos com as pessoas negativas e me doar mais para as pessoas que me fazem bem, triplica o sentimento bom, acresce, conforta.

sexta-feira, maio 12, 2006

Anjos e demônios


Não há nada pior do que conflitos interiores. Esses demônios que nós criamos e alimentamos, e que se tornam tão grandes que passam a nos incomodar de uma maneira insuportável. São as dúvidas que temos medo de resolver, as perguntas que temos vergonha de fazer, os sentimentos que não temos coragem de declarar. E isso cresce, cresce, até se tornar quase mortal. Porque ao não colocar isso pra fora em busca de uma solução, surgem dentro de nós as prováveis soluções e desfechos (que quase nunca fazem jus à realidade). Acabamos nos desgastando por muito pouco, nos culpando por coisas que não são nossa culpa e nos afastando da verdade ao nos iludirmos com mentiras que, se não nos machucam, também não nos curam por completo. Isso é um tipo de suicídio; sim, porque ter medo de encarar a vida é não viver, e suicidas são aqueles que acabam com a própria vida, mesmo que isso aconteça aos pouquinhos. Pessoas assim se tornam amargas e descontentes, porque passam a vida toda lutando contra problemas que muitas vezes só existem nas suas cabeças, e culpam tudo e todos pela sua infelicidade. Dúvidas são comuns, é mister do ser humano não saber tudo, mas construir a vida com base nas dúvidas é como fazer uma casa sobre a areia: mais cedo ou mais tarde ela vai ceder. “Não vou e não quero me deixar dominar por esses questionamentos que só me fazer sofrer e não me deixam evoluir”; esse deve ser o nosso pensamento. A vida é muito mais vivida quando as coisas estão em pratos limpos. Não é à toa que as dúvidas são demônios, e as soluções são anjos

quarta-feira, maio 10, 2006

1+1=3+1=7x2=99,999+26=1000

Quem nunca ouviu falar que a união faz a força? Poisé, todos precisamos de pessoas em quem confiamos e nos apoiamos, de amigos que estarão sempre conosco, que nos conhecem e nos dão força, porque uma pessoa solitária não faz muita diferença nesse mundo, já uma rodeada de amigos, onde não se sabe exatamente onde termina um e começa outro, sim, aí unidos poderão mudar muita coisa e influenciar muita gente. Amigos, vamos lutar pela nossa felicidade e nossos sonhos, nos unir para sobreviver e pra mostrar o quanto a amizade é importante para aqueles que não acreditam. Porque seria tudo cinza e amargo demais se guardássemos nossas aflições só pra gente e não tivéssemos com quem compartilhar nossas vitórias, se fôssemos durmir todos os dias sem saber se alguém se preocupa conosco e se faríamos falta se não acordássemos. E amigo não é como irmão ou como nossos pais, que não podemos escolher, amigo a gente escolhe, e seu valor nem é tanto pelo tempo que passa junto com você, mas pelo que significa na sua vida, pela diferença que faz. Tudo fica mais fácil de encarar quando os amigos torcem por nós, nossa família é amiga quando apóia decisões que tomamos para nosso futuro, nossos irmãos são amigos quando aceitam nossos defeitos, e temos muita sorte porque além destes, ainda podemos encontrar amigos pelo mundo todo, e isso é a parte mais interessante da amizade, pessoas que antes eram estranhas, desconhecidas, hoje são como irmãos e muitas vezes nos conhecem e confiam mais do que ninguém, a esses principalmente, eu agradeço por existirem e por terem me encontrado.

"Me apoiarei em você e você se apoiará em mim, e nós estaremos bem" - Dave Mathew's Band

terça-feira, maio 09, 2006

Nada como o sentimento de missão cumprida pra nos deixar de bem com a vida. A realização de um objetivo, um desafio que é superado, qualquer acontecimento que um dia foi uma ameaça e que depois consegue ser deixado para trás nos fortalece muito. Às vezes o resultado não é o esperado, mas somente o fato de tê-lo alcançado já é uma vitória. Retomando uma máxima que nos guia, “no final é sempre você contra você mesmo”. Por isso temos que buscar as nossas realizações somente por nossa causa, pois somos os únicos capazes de ajudar ou atrapalhar na maioria dos fatos; culpar os outros é fácil, mas sábios são aqueles que olham pro próprio rabo e aprendem a lição.
Muitas vezes não sabemos como nos portar diante dos desafios da vida, talvez porque temos medo de parecer confiantes ou pessimistas demais. Eu acredito piamente no poder que o nosso pensamento tem, e tento sempre manter aquilo que chamo de “otimismo realista”, porque utopia demais não faz bem a ninguém. Mas ter fé no sucesso é o primeiro passo para alcançá-lo. E não é apenas sucesso profissional, na faculdade ou na prova da auto-escola; é o sucesso do dia-a-dia, nas amizades, no amor, na família...
Já que tudo na vida tem dois lados, dois pesos e duas medidas, acreditar que tudo pode dar certo dá ânimo para caminhar nessa estrada muitas vezes sombria e assustadora. E poder olhar pra trás e ver o bom trabalho que se está fazendo é a melhor das recompensas.

segunda-feira, maio 08, 2006

Às vezes eu tenho medo de morrer sozinha. De não encontrar aquela pessoa que todo mundo diz que existe em algum lugar nesse mundo e que eu vou encontrar assim de repente, sem esperar. Então eu não quero esperar para não contaminar nem desgastar meus sentimentos. É porque eles são construídos à base de esperanças, talvez vãs, mas que eu não abro mão de manter, de uma imagem que projeta tudo o que uma pessoa legal teria e seria. O interessante é que nada disso tem o peso da realidade, e tudo o que não é real é perfeito e nunca me ocorreu que essa pessoa possa ser chata ou preconceituosa, ou xarope, burra ou que ela vá enfiar o dedo no nariz. Não sei se é cedo ou tarde pra mudar isso, pra perder a paciência e sair procurando alguém pra habitar nesse templo construído dentro de mim, pra saber a diferença entre amar uma pessoa e a beleza que esse sentimento tem. Mas será que essa pessoa existe? Será que ela vai estar sozinha e quando nos vermos vamos nos paralisar de susto de tão parecidos que seremos? De repente, depois eu possa abstrair as falhas dele. Vamos rir dos nossos efeitos e defeitos especiais, dos cabelos ao vento, dos tropeções, do jeito de andar, do barulho do sorriso, das vozes. E vou me sentir melhor quando ele me falar que se eu descobrir as respostas pra tudo, muita coisa vai perder a graça.

Ouvindo:
All Star-Nando Reis

domingo, maio 07, 2006

Enjoy it


Perdemos um bom tempo tentando entender, sistematizar e programar as nossas vidas. “O que fazer hoje, amanhã ou quando terminar a faculdade.” “Porque agir assim e não assado.” “Não ligar, para não parecer desesperada”. Mas viver assim, se regulando, se colocando em um “compartimento hermeticamente fechado”, muitas vezes não é saudável. Acredito que o que mais fortalece essa atitude é o medo. Medo de tentar e errar, de conhecer o desconhecido, de se entregar e se machucar, de ir embora e não ter coragem de voltar atrás. Mas, infelizmente, a vida boicota essas nossas tentativas de compreensão, talvez porque o seu segredo seja a surpresa.
Muito da vida é presumível, mas não previsível. O que parece normalmente não é, salvo raras exceções. E por nos frustrarmos ao ver que os acontecimentos da vida fogem do nosso controle (é, o ser humano tem esse pequeno problema, o de se achar sempre capaz de influenciar em tudo), nos sentimos impotentes e deixamos de evoluir. Passamos a agir como máquinas, escondendo quem realmente somos. E nos enganamos, porque passamos a vida inteira achando que estamos nos protegendo, e ao chegar no fim da caminhada percebemos que ao evitar os acontecimentos, evitamos também todas as boas surpresas que a vida nos dá. Não deixe de aproveitar. Apenas lembre-se de tudo de bom que você pode ter e abstraia aquilo que não te agrada. O segredo é fazer a escolha certa.

sábado, maio 06, 2006

Será que nossas vidas realmente valem muito? Um dia eu pensei que não e depois disso eu acabei acreditando. A gente nasce e mais cedo ou mais tarde se torna importante pras pessoas ao nosso redor, as fazemos felizes e elas nos fazem felizes. Mais não sei se isso é suficiente, e viver não é tão simples assim. A gente vai morrer e todos que conhecemos também, ai não vai sobrar mais nada e o que importa o que vivemos ou deixamos de viver? Nada mais relacionado a nós vai existir.
Mais e agora? Já que vai acabar, nós vamos ficar sentados numa cadeira esperando a morte? Acho que temos que buscar o que desejamos e tentar preencher nossos buracos, mesmo que isso não importe. Mas importa! Ao mesmo tempo que ninguém vale nada coletivamente, individualmente cada um é tudo para si. Esse Tudo cheio de sentimentos confusos, incertezas e paixões reprimidas, por mais bobas que sejam. Então por que será que a gente passa a vida toda se importando com o que vão pensar de nós e nos prendemos a sentimentos antigos e inseguranças adquiridas se nada disso importa nem nunca vai importar?
Somos covardes, sabemos o que deve ser feito mais temos medo de fazer. E tem pessoas que se tornam tão importantes pra gente que temos medo de perdê-las se falarmos o que precisamos falar pra nos libertar de bloqueios e dúvidas, mesmo já tendo perdido-as. Pelo acaso, por falta de algumas palavras, não sei, tem pessoas que saem do nosso alcance e nós saímos do alcance delas também e a vida de cada um continua, distante e duvidosa.
Porque as faltas subjetivas, a busca por respostas, é mais cruel que o sofrimento concreto. Se estivermos pobres e passando fome, podemos pedir comida pras pessoas e elas vão nos olhar e acreditar que estamos com fome, porém, se estivermos carentes e sair pedindo pra nos amarem as pessoas vão rir, não vão entender, não vão saber ajudar. É mais cruel porque só você tem o poder de se curar, pode haver pessoas envolvidas, mais as prisões são individuais e cada ser desse mundo sente as coisas de um jeito distinto e cada um chora por si. Estamos perdidos não é mesmo? Talvez um dia façamos algo que mude nossas vidas, ou não, porque no final é só você contra você mesmo.

sexta-feira, maio 05, 2006

Truth

Chegou a hora da verdade. Caem as máscaras, surgem as mágoas e ressentimentos, renascem as antigas dúvidas. Não se pode mais esconder a realidade. Nada de palavras subentendias. Seria bem melhor se todos fossemos mais sinceros. Sinceros com os outros. Sinceros em relação aos sentimentos. Sinceros com as nossas atitudes. Sinceros com nós mesmos. Pendengas antigas que ficam sem solução criam um campo-minado em nossas vidas: a qualquer momento a realidade vem à tona e abala os nossos alicerces. Por isso a melhor solução é a verdade. O remédio de todos os males. A atitude dos corajosos. A arma dos bons. Não se deixe abater pelo medo da verdade. É melhor apenas um soco no estômago do que várias quedas ao longo da estrada. Se algum fantasma te atormenta, exorcize-o; não caminhe arrastando as correntes antigas. E se algum desafio do presente te assusta, encare-o. Não cultive por quês que possam se transformar em grandes dúvidas amanhã. Fale tudo aquilo que deseja, orgulhe-se de não ter se acovardado e criado um mundo de ilusões. A verdade pode fazer surgir uma lágrima. Ou um sorriso. Mas ela sempre faz bem.

quarta-feira, maio 03, 2006


~ seja uma boa menina.

seja uma boa menina
não maltrate as coleguinhas
não maltrate os coleguinhas
não maltratre nada nem ninguém
não maltrate a sí mesma afinal
não brinque com fogo
não brinque com espelhos
encare seu destino
pois seu destino sempre encara você
permaneça intacta
não diga palavrões
reze todo dia antes de dormir
esteja sempre do mesmo lado
não respire depressa
não confie nos vultos da noite
respeite as pessoas
respeite as pessoas que respeitam as pessoas
se respeite afinal
não beba bebida alcólica
nem depois de 18 anos
não beije na boca de suas amigas
faça o dever de casa
não ouça músicas de gosto duvidoso
não veja filmes de gosto duvidoso
não leia livros de gosto duvidoso
não dê a mão ao acaso
fique longe da sala proibida
não abrace beherith
não olhe para azazel
não diga o nome DELE
nem se quer o mentalize
não faça perguntas
ame a todos
não odeie ninguém
percorra apenas um caminho, o bom caminho
pois o mal é facetado
seja uma boa menina
e seja menor que sí mesma

Considerações: que repressão hein, ninguém daqui escreveu isso, mas é legal. E é transgressível, tah? E quanto ás imagens desse post e de outros, Silvio ‘Moidsch’ é ótimo neh? E é certo que a vida anda boa para dos “EUs do Estácio”, e as conversas de telefone andam longas e felizes.

terça-feira, maio 02, 2006

O fenômeno magnético do Amor


Tá, tudo bem, eu sei que falar de amor pode ser muitas vezes uma patinação na mesmice, tipo disco de vinil que não sai da rotação (ou, para os mais moderninhos, CD riscado). Mas é incrível que eu ainda não tenha tocado nesse assunto, porque eu sou fã número um do amor: êta sentimento bonito esse viu!! Apesar de não ter vivido o amor homem/mulher até hoje (ainda, entendam bem), adoro falar sobre o amor em seus diversos aspectos: amor de mãe, de pai, de tio, de vó, de amigo, amor a ocasiões, a datas, a lugares, enfim, o amor no mais amplo significado que a palavra abrange.
"Eu amo..."; essas reticências tomam na minha vida acepções infinitas: amo acordar a cada novo dia e sentir o calor e o brilho do sol. Amo o cheiro da chuva, o barulho da chuva, amo tomar banho de chuva. Amo a comida da minha vó; aliás, amo tudo o que vem da minha avó. Amo feriados, Natal em família, ano novo com vestido branco. Amo dançar com o meu tio, ouvir meu irmãozinho me chamar de "aís". Amo meus amigos, ver filme de sábado à noite, amo rir das nossas bobagens. Amo músicas, livros, a praia, a montanha, a natureza. Amo a vida. Amo Deus. Me amo.
Não quero soar patética, um discurso politicamente correto, porque existem muitas coisas que eu não gosto. Mas aceito. E prefiro perder meu tempo a listar tudo aquilo que gosto, talvez porque ao lembrar delas, o amor dentro de mim aumente. Deve ser por isso que o amor é um fenômeno magnético; porque ele sempre atrai mais amor.

segunda-feira, maio 01, 2006

Nostalgia


Não posso começa com aquele papinho de “minhas melhores lembranças da infância são da casa da minha avó” porque eu sempre morei com a minha avó; mas eu adoro relembrar a minha infância porque ela foi muito boa (e muito longa por sinal – parei de brincar de boneca com quase quatorze anos, mais por falta de companhia do que por falta de vontade). Sempre adorei vestir a camisa e ser criança: brincava na rua de esconde-esconde, pega-pega, polícia-e-ladrão e similares; até inventava uns jogos novos, como o “Uga-uga” (bem antes da novela). Era viciada na Barbie, acho que enjoei de louras por causa disso... Ser criança é bom, porque você come sem preocupação de engordar, corre descalça e não se importa de sujar os pés ou ter varizes, não quer saber a procedência do doce da padaria... criança não tem frescuras.
Criança também é sincera. Quem nunca ouvir falar que criança fala o que pensa sem medir as conseqüências? Se ela te acha chata, feia ou gorda, ela fala. E ponto. Criança não faz média, não puxa-saco e é feliz assim. Criança descobre o mundo todos os dias, acha incrível o arco-íris no céu e a máquina de fazer sorvete do Mc Donald’s. Criança chora, chora, e depois de cinco minutos sai correndo pra brincar; criança briga e faz as pazes antes que os adultos tenham tempo de perguntar o porquê da briga.
Deve ser por isso que eu quero ser criança pra sempre; encarar a vida todos os dias com aquele olhar de admiração, não me deixar abater por qualquer bobagem, rir de mim mesma, comer o que der vontade e me dar o direito de parecer louca. Falar a verdade sem ligar pro que os outros vão pensar e correr na chuva pra espantar o mau humor. Não quero que me conheçam pela idade, mas sim pelas atitudes que eu tiver em relação à realidade. Ter o coração de uma criança é a maneira de se levar a vida sem enlouquecer.