Filosofia de Telefone

A linha que conecta pensamentos

segunda-feira, agosto 07, 2006

Sobre não se odiar

Ahh! Eu fui arrancada do meu artificial paradise, onde tudo era em câmera-lenta e eu acompanhava tudo à distância, alheia, para ser jogada de volta ao convívio em sala de aula. Tanta gente que parece não saber direito o porque da vida delas, tanto marmanjo com cérebro de criança, meninas preocupadas com maquiagem, gente com aquelas espinhas semi-preciosas no nariz — que insistem em chamar de piercing...Eu posso ter dificuldades homéricas de socialização e passar por mudanças de humor de amplitude gargantuesca, mas a minha lógica distorcida para encarar as coisas e o desnocionismo — bem como algumas outras habilidades — fazem diminuir a pena de encarar muitas coisas com olhos sem lentes psicodélicas. Eu me encaro de uma forma ditatorial ultimamente, acabaram as férias, e pra sempre, porque exigir de si o melhor todos os dias me faz bem. Quando eu crescer vou estar constantemente me desafiando e me submetendo a testes de resistência. Porque isso, até onde eu vejo, contribui para o auto-aperfeiçoamento. Sim, sou idealista e finalmente me dedico a algo que realmente vá mudar meu futuro, tomara. Sou egocêntrica sim. Mais sou material também, física, e “amo com o estômago” as pessoas que merecem. E quero ter as mãos beijadas em público, de olhos fechados. Esse texto que começa e termina sem substância nenhuma, entranhado de uma mágoa extra-textual que mantém essa escrita capenga, suspendendo toda forma de alegria-rápida, contra um fast-food possível. Saudade da infância, da adolescência, de sentir aqueles amores platônicos. A gente não tem controle sobre o pensamento, e a gente pensa que vive. Não lhe parece óbvia a não-relação entre você mesmo e a sua própria vida? Por isso eu sempre tento ser eu e me lembrar que mais cedo ou mais tarde vou ter que viver. Não gosto de mim porque "oh, sou ótimo" — é puro e simples afeto. Porque é bom se gostar de vez em quando. Eu e eu somos a mesma pessoa — não devíamos brigar tanto... Por hoje, vou carregar todo o peso da minha existência com certa satisfação por ser quem eu sou. E a carga tem que ir nas costas mesmo, sem a ajuda de artefatos ultra-high-tech concebidos pela inteligência humana. (as rodinhas, por exemplo).

2 Comments:

Anonymous Anônimo said...

gostei muito do blog, me identifiquei. bjos.

9:17 PM  
Anonymous Anônimo said...

éeeeeeeeeeeeeeee.... não sei oq dizer....hehehhehehe..... mas a volta a rotina é boa, ainda mais qdo percebemos q podemos ser e fazer mto mais do q imaginávamos

7:52 PM  

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