Filosofia de Telefone

A linha que conecta pensamentos

Terça-feira, Outubro 31, 2006

Terça insana


Uma leve dor de cabeça me impede de raciocinar da maneira que eu gostaria para que esse post tenha qualidade; se bem que, a contar pelo tempo que eu não contribuo com uma linha sequer para esse blog, qualquer coisa que eu escreva será válida.
Apesar de eu me considerar a anos-luz de distância do perfeccionismo, pelo menos em trabalhos, textos e afins (minhas margens nunca tiveram 2,0 cm nos quatro lados), sou perfeccionista comigo mesma; exijo coisas que qualquer ser racional saberia que, provavelmente, não podem se concretizar, pelo menos da maneira detalhada e ilusória que a minha cabecinha imagina. Talvez o grande número de frustrações que acontecem na vida venha dessa atitude que nós, seres humanos teimosos e cabeças duras, insistimos em manter, mesmo percebendo que é muito mais fácil dar o braço a torcer em algumas coisas e deixar o orgulho de lado.
Não, esse não é um texto pessimista. Muito pelo contrário. É um texto estimulante. Porque não há estímulo maior para crescer do que encontrar as cordas que nos prendem ao chão; depois de descobrir qual é o “freio-de-mão”, basta tomar o impulso necessário para se desvencilhar disso e recomeçar a caminhada. Será que é tão difícil abandonar velhos hábitos, velhos lugares, velhos amores? Não, não é. Como diz um amigo meu: “a fila tem que andar. No começo, ela não vai anda pro lado que você quer, mas depois de uns caminhos errados ela toma o rumo certo”.
E é isso mesmo. Depois de umas trombadas vêm as recompensas. Acho que descobri a origem da dor de cabeça; estou na fase das trombadas.

2 Comments:

Anonymous Abner Targino Francini said...

é amiga a vida não espera, sai nos atropelando. =)

6:10 AM  
Anonymous Gibb said...

essa sou eu.

8:58 AM  

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