Filosofia de Telefone

A linha que conecta pensamentos

sábado, agosto 05, 2006

Divagações de ontem à noite:

Deixa-se de pensar na vida quando se tem muito a estudar, porque aí a prioridade de viver é ler coisas e tentar memorizar e entender pra não esquecer, isso o dia todo desde que você acorda até quando vai dormir. Assim não sobra tempo pro seu cérebro pensar sozinho. É triste mais vou ter que ficar assim até o final do ano. Surpreendentemente voltei a gostar de matemática. Mais dá raiva quando querem te ensinar noções de ponto, reta e plano. Que seja, pelo menos no cursinho tem brechas de tempo pra pensar. E que exemplo minha vida tem se tornado! Só estudo, nem penso bobeiras, nem tenho raiva, nem brigo com ninguém. Virei santa e hoje é meu dia de contemplação da realidade. Finalmente a sexta-feira depois do pôr-do-sol volta a ter significado, já que só o tinha naquele lugar, IASP, e também pelo fato de que eu deveria estar assistindo aula agora. Certo, eu devia estar pensando no Céu e nos anjos mais como sou humana e imperfeita eu penso na minha própria vida aqui mesmo, como sempre. Um ponto não é um ponto, é a representação dele assim como estrelas também não são pontos. Tem um limite entre a Matemática(concreticidade) e a Filosofia(subjetividade) assim como a realidade que eu tinha chegou ao limite e eu prefiro não ter aquela grama pra pisar. Melhor assim, lá tinha tanta pra andar descalça mais eu nunca deixei de usar salto na sexta à noite. Agora não tem grama, só tem meu quarto com apostilas e cadernos de exercícios empilhados e em ordem pra amanhã bagunçar de novo e o Word pra contar da minha vida. Na verdade isso, esse texto, o blog, não são nada disso, são um monte de 0s e 1s. Eu sinto que a minha vida está ficando cheia de pontos com informações tomando conta da verdade sobre as pessoas que eu ando conhecendo, a verdade é que são desconhecidos. Porque tantos fenótipos semelhantes pra me iludir?rs. Ontem eu passei por um cara gordo e ouvi ele falando “blábláblá, alguma coisa,... EMO” quando eu passei. Blé!
Eu não sei sânscrito, então, numa postura análoga, eu poderia pregar por aí que sânscrito é uma língua de merda e que todos que são proeficientes no idioma são uns cuzões. Esses comentários "efêmeros" deviam ser guardados no íntimos dos seres que pensam coisas desse tipo sobre mim. Que seja. Eu serei velha, no futuro, mas ele será velho E gordo. Gostaria de agradecer, contudo, a todas as generosas almas que me presenteiam com suas floreadas análises acerca da minha pessoa, minhas motivações e minha aliança informal com os alienígenas, os emos e as máquinas de sorvete do McDonald´s.

1 Comments:

Anonymous Anônimo said...

huahuahuhuahuahu vc não é emo; é uma estudante mto empenhada em conseguir oq quer. qdo crescer quero ser q nem vc!

5:58 PM  

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