Filosofia de Telefone

A linha que conecta pensamentos

domingo, dezembro 17, 2006

Retropectiva 2006


E eis que minha veia nostálgica vem a tona. Também, não existe época mais propícia a isso do que final de ano; Papai Noel sai às ruas, a Globo começa a tocar aquela musiquinha que me deixa meio deprê, e apesar de eu saber que é somente uma data e que a partir de 1º de janeiro as coisas continuarão as mesmas, eu sinto um aperto no coração, parece que tudo vai acabar.
Deve ser por isso que sempre gosto de fazer uma “retrospectiva”, lembrar dos acontecimentos mais marcantes do ano, tirar uma lição de tudo e deixar as malas prontas pras novas oportunidades que estão por vir. E esse 2006, benzadeus, foi cheio de coisas pra serem lembradas pro resto da vida!
Já comecei o ano trabalhando, adquirindo responsabilidades, coisa e tal... entrei na faculdade, conheci pessoas incríveis, me apaixonei por aquilo que faço, e a cada dia me envolvo mais com essa vida; curti na “Festa do Bixo”, na “Festa do Calouro”, na “Megamorfose”... na verdade, não faltaram oportunidades de juntar a galera e descarregar o estresse que vem incluído na vida de universitário.
Também cheguei à maioridade esse ano; acho que a única coisa que isso modificou na minha vida foi o fato de eu ter de responder por todos os meus atos na vida civil, além de poder ir assistir ao “
Programa do Jô”, porque dirigir, até agora, necas. Durante o ano muita coisa aconteceu; passei por alguns perrengues “emocionais-afetivos” (e devo a solução deles aos sábios conselhos de minha amiga Gibb), mudei de emprego, tive surtos psicóticos durante as provas, deixei de fazer algumas coisas que tive vontade, fiz outras que não deveria, mas, entre mortos e feridos, salvaram-se todos.
Ah, não posso esquecer das sessões de Lost, das milhares de músicas ouvidas, das madrugadas ao telefone, das danças durante e faxina, e de tudos mais que me divertiu.
Acredito que o melhor de tudo nesse ano foi o fato de que eu passei a me conhecer melhor, a entender minhas atitudes, a ter força de vontade e fé na vida. Depois que a gente encontra a paz (é claro, alternada com alguns períodos de guerra), se abre pras oportunidades do mundo, conhece pessoas que se sentem como você, dá mais valor as amizades antigas, vê na sua família o esteio que precisa, se diverte com as coisas bobas da vida... é bom, sabe?! Chegar numa época dessa e perceber que, por mais percalços que se enfrente, por mais lágrimas que se derrame, no final não é impossível passar em IED, dar conta das responsabilidades e se redimir das mancadas.
Agradeço a todos que fizeram do meu 2006 um ano inesquecível e maravilhoso: aos velhos e novos amigos, a minha família, a Deus (sem ele nada disso seria possível). E gostaria de desejar a todos um ótimo Natal, um Ano Novo repleto de felicidades, e muita saúde, pra aproveitar tudo o que a vida pode nos proporcionar.

*Ah, e sabe o que é ainda melhor??? Terei mais coisas pra contar sobre esse ano; uma viagem inesquecível que se aproxima.

sexta-feira, dezembro 15, 2006

Sobre tudo e sobre nada...


Foi nesse semestre que eu senti que perdi o controle do tempo da minha vida. É estranho quando você percebe que tem 19 anos e não viu os últimos 5 anos passarem. Penso nas pessoas que conheci e nas que deixei de conhecer, nas que conheci e que sumiram da minha vida, nas que continuam. E todo o peso caiu sobre meus ombros que antes eram tão leves... Enfim os vestibulares passaram, não sei se o resultado vai ser bom e compensatório ou se todo o meu esforço não adiantou nada. Só sei que algo vai acontecer e não importa o que, minha vida continuará e eu não posso impedir que ela passe. Tenho uma escada pra escalar e a coisa mais importante que tenho sou eu(tem que ser), não posso me esquecer por ai em algum canto. Eu e minha vida temos que andar juntas e as prioridades maiores seremos nós mesmas. Não sei, tenho motivos pra estar bem, mas tem algo me incomodando. Tudo e nada caminham juntos, ás vezes se misturam. 19 anos e sozinha. Mas tenho amigos. Mas...

quarta-feira, dezembro 13, 2006

A melhor época da sua vida


É muito engraçado. Sempre que temos sonhos e objetivos, parece que o esforço em alcançá-los é tão grande que acabamos nem aproveitando seus resultados por completo; mas a grande realização está em curtir cada momento, cada pedacinho da conquista, pra fazer valer à pena todo o esforço despendido.
Um exemplo do que quero dizer é simples: a faculdade. O esforço pra passar no vestibular é – pelo menos pra maioria das pessoas – estressante e desgastante. Mas as dificuldades começam de verdade após entrar na tão almejada escola de terceiro grau: professores que nem sabem seu nome, matérias e mais matérias, e um bando de desconhecidos. Entretanto, com o passar do tempo, o “bando de desconhecidos” transforma a correria e a preocupação na “melhor época da sua vida”.
Bem, pelo menos comigo foi assim; no começo do ano, iniciei o tão sonhado curso de Direito. Conhecia algumas pessoas da sala, ou por serem da mesma cidade ou por terem feito o pré-vestibular comigo. O fato de todos estarmos passando pela mesma experiência fez com que surgisse uma empatia instantânea: a união nos transformou não só nos Calouros de 2006 ou Formandos 2010, mas numa família, com brigas, pendengas, festas, e muitas, muitas alegrias.
Encontrei nessas 70 pessoas amigos pra todas as horas, irmãos de alma, ombros pra chorar, vozes que cantam pra animar as noites e as festas de aniversário (a minha, inclusive!), companheiras de carteado, pessoas com a mesma concepção de mundo que eu – ou com idéias diferentes. Tanto faz. A vontade de construir uma história acaba sendo mais forte que as diferenças.
Além disso, tivemos episódios memoráveis: as provas do Mantô, as aulas do Sérgio Vaz, o professor mais elegante da faculdade (como esquecer, se ele já me fez chorar no 1º dia de aula?? Epitáfio nunca mais será a mesma depois disso); as risadas, os filmes “filosóficos”, a chamada respondida e as fugas da aula de Metodologia pra chorar as mágoas, as risadas com o Dr. Rodrigo, as pérolas do Paulo Ribeiro....
Prometi pra mim mesma que não me envolveria em nenhum cargo de responsabilidade; até agora, tô participando de tudo que me convidam. Essa não foi a única promessa que quebrei. Mas a experiência é válida; isso ajuda a evitar futuros tropeços.
O mais engraçado é que, em tão pouco tempo, já não sei viver sem esse pessoal. Tem gente que já ta indo embora, pessoas que eu me apeguei de uma maneira inimaginável. Tem gente que vai chegar, e que eu torço muito pra que sintam o que eu senti em 2006.
Me diverti no trote, chorei nas provas, fiz amigos, dancei, cantei, deu muitas risadas... é, o saldo está sendo muito positivo. Quando digo que o ano foi maravilhoso, não é força de expressão. É a mais pura realidade. Sabe por quê? Porque mesmo com as dificuldades, tudo, tudo mesmo, valeu a pena. Foram 12 meses inesquecíveis, em cada milésimo de segundo. E o que mais me deixa feliz é saber que ainda temos mais 48. E uma vida toda pela frente. Pra conhecer pessoas, e somar novas amizades a essas que, em tão pouco tempo, já são fundamentais.
A todos os CALOUROS de 2006, além dos veteranos que nunca sairão da minha vida, meu MUITO OBRIGADA. Vocês não sabem o quanto são importantes pra mim.