Filosofia de Telefone

A linha que conecta pensamentos

sexta-feira, junho 30, 2006

Altos e baixos


"There was a time
When I was so brokenhearted
Love wasn't much of a friend of mine
The tables have turned, yeah
'Cause me and them ways have parted
That kind of love was the killin' kind
Listen me, All I want is someone I can't resist
I know all I need to know by the way that I got kissed"
Aerosmith - Cryin'
*Tá, tá bom, eu sei que estou um tanto quanto relapsa no que diz respeito a esse blog e em tudo mais onde se subentenda o quesito “responsabilidade”; mas não é culpa minha. É a vida. Aiai que babaca isso, é culpa minha sim! Não vou negar que tenho empurrado as coisas com a barriga. E estou começando a ver as consequências (confesso que muitas não me agradam). Por isso decidi assumir de vez a responsabilidade e as rédeas da vida; não um impulso controlador de tudo e todos, pois já deixei bem claro aqui que acredito que certas coisas independem de nós. Mas tudo aquilo que concerne à minha pessoa (huahuahu concerne é foda, mas to com essa palavra na cabeça, coloquei ela umas par de vezes na prova de TGE hoje) será mais bem trabalhado daqui pra frente; não, isso não se deve ao fato de eu estar às portas dos 18 anos – éeeee, vou passar a responder por todos os meus atos – o ‘X’ da questão é que eu percebi que muito do que eu deixava pra vida resolver poderia ter tido um empurrãozinho meu, e aquela coisa de se arrepender por ter tentado realmente deve ser usada, porque o pior remorso é aquele da covardia.
Então, estou exausta de estudar, to morrendo de medo de não ir bem nas provas (e eis que surge a cobrança interna, tava demorando!), meu humor oscila horrores ultimamente, e estou precisando de um abraço bem forte que me faça sentir protegida e compreendida; a fênix aqui tá virando cinza de novo. Mas o dia do renascimento não tarda.
***Sinceramente, eu que preguei a não-tranformação disso aqui num “muro das lamentações” sou a primeira a vir descarregar as mazelas. Mas faz parte, isso comprova que eu tenho meus dias bipolares; o importante é que pôr pra fora me alivia, e me faz acreditar em dias melhores.

quarta-feira, junho 28, 2006

Memórias de Biblioteca

Ontem eu liguei pra Chaim. Ela trabalhou comigo no acervo da biblioteca o ano passado todo, deu pra lembrar de muita coisa. Falemos do passado então. Teve dias de tirar o pó de todos os livros e dias de colar etiquetas em cada um, e de blasfemar de quem colava tudo torto, ir buscar jornal na portaria, dias de assustar o povo do processo técnico com o crânio de dinossauro e outras coisas do museu, ficar presa no banheiro masculino, levar castigo e ter que lavar cadeira com o Jr e conversar com o pedreiro bêbado, teve um dia que eu chorei de mentira e um besta acreditou, teve o dia que a Chaim colocou uma luva no pé. Ficar batendo papo em forma de sussurros pro tempo passar e não ter que trabalhar naquilo. Lá no saguão é bonito, as escadarias também, mais isso nem importa, porque eu só ligo pras gentes que eu gostava lá dentro. E tinha as tias da Pedagogia, desesperadas com TCC, que iam tirar xérox de imensas quantidades de páginas, tinha os velhotes, o Antonio Camilo que era tão bonzinho e o José Custódio que era revoltoso e me chamava de “marcianita” porque eu não deixava ele levar 10 livros de uma vez só. Tinha o Silvio que era puxa-saco da chefe, o Tércio e o Tiago que me confundiam de tão parecidos e tinha um tiozão que falava caipirescamente. Das 20:00 às 22:00 era o maior movimento, recibo de retirada, recibo de devolução, de renovação, “nome, curso e série”, bagunça de fixas, Maurinda louca, papel da impressora que acabava, gago que não falava o RA direito. Das 18:30 até as 20:00 eram dezenas de recibos de atraso e multas pra preencher pra Chaim entregar, ou o Léo que depois foi embora. Chegou o João Antonio Jr. pra trabalhar na recepção e substituir o Léo, o menino se assustou comigo deitada na escada rindo até quase morrer, depois teve que ir falar comigo pra aprender a lidar com o acervo e todo o resto, com o tempo ele largava a recepção e ia conversar e dar risada e me fazer falar alto pra Maurinda falar “xiiiu” com cara feia, depois ele namorava a Laely escondido por lá. Às 17:30 iam eu, a Nice e o Jr jantar e falar mal de tudo, brigar, xingar e fazer a nutricionista e as cozinheiras rirem escondidas. A Nice tomava leite com chocolate todo dia. Antes do jantar ainda tinha biblioteca, tinha a Ana Paula da sessão infantil pra conversar, o Gui no laboratório pra visitar, leitura técnica, guardar os livros jogados nas mesas. O bibliotecário prof. Moraes era infeliz, não pelo nome dele que era Hermenérico. Depois aprendeu a ser feliz, virou Tio ou Professor, e começou a rir da gente e me emprestar literatura underground, a Maurinda também ria e batia nas minhas costas, a Gleidina putona não entendia nada. Em 2005 a biblioteca foi massa, todo o mundo diz. As gentes iam mais lá, os nerds de SI com cantadinhas toscas, os regulares desocupados, os grupos de estudo e de Magic, o mocinho que levava chiclete e bolacha pra mim, o Banana pra ler todas as revistas todo dia. E eu conversava, conversava, conversava com a Nice e mexia nos clips coloridos, jogava os pés em cima do balcão, perdia as canetas, ficava no Msn ilegalmente, cadastrava periódicos inúteis, atendia telefone. Ouvi cada coisa lá: “vc usa peruca?”, “baixinha vc”, “qué comprá um cuturno?”, “seu tio é um pão”, “Jesus sabe que vc ta enganada e eu devolvi o livro”, “ce gosta de Iron Maiden?”, “me abraça?”. Meu nome mudou pra Sophia, que era o nome do programa dos pcs de consulta. Tanta, tanta coisa em tão pouco tempo, ainda dava pra ler Superinteressante, desenhar, estudar pra prova. Credo, quantas lembranças, eu queria pedir pro Papai Noel, Coelho da Páscoa, gnomo verde, hiena viada, qualquer um, pra ter 1 semana dessas de volta, 1 dia que for. Mais não dá. Tá tudo no mesmo lugar, prédios, tetos, paredes, o sistema anti-furto filho da puta, mais as pessoas se foram, umas ficaram, eu fui, uma morreu, e não dá mais pra ter tudo aquilo ao mesmo tempo. E eu era néscia de pensar que bibliotecário é nerd e cheira mofo. Eu aprendi a falar “anta patagônica” e “vadia(o)”. Tchau Chaim, a conta vai vir alta.
Que ultra-banal.

segunda-feira, junho 26, 2006

Não devo discriminar por gostos — cada um tem o seu, e todos são válidos. É essa diversidade que faz bela a vida! E esse blog, receptáculo de meus dogmas meio trágicos meio prepotentes, palco de todo o tipo de postura moralmente ruim, deve ter seu fim — preciso reorganizar meus valores, fazer algo que ajude as outras pessoas a me aceitarem. E não é com o blog que eu o farei. Devo ser mais flexível. Talvez eu volte com outros textos — tendo deixado para trás a alcunha de "desajustada", que não mais é cabível agora —, mas algo simpático, que adicione algo à vida das pessoas. Todas as pessoas são iguais e têm seu valor. Se eu ofendi várias delas aqui, e me desculpo.

A maior aliada da mentira é a pena. Através da escrita, pode-se dizer as inverdades e verdades mais blatantes sem nem mesmo corar ou parecer nervoso.
Tomemos como exemplo o primeiro parágrafo do texto. Se eu tivesse de dizer aquilo num discurso, por exemplo, desabaria em gargalhadas( gargalhadas não porque não sou de fazer isso publicamente) caso fosse obrigado a proferir o patético "preciso reorganizar meus valores". Se você tomou aquilo por verdade, você não me conhece o suficiente. Regra número 1: SEMPRE seja cético aqui.
Pois o dia em que eu mudar meu posicionamento ou valores por causa de um grupelho de caipiras ou de um bando de ursinhos carinhosos cheios de "boas intenções", será o dia em que (insira aqui seu evento de ficção científica predileto).

E se você cai em risos com muito que você vê/lê aqui, bom. Muito é feito com essa intenção, anyway.
Levante a mão quem é favorável a mim. o/. Aos desfavoráveis, vida longa e próspera a esse templo de vaidade, arrogância e erro!

Eu deveria ser mais cordial, para que ofender quando podemos resolver tudo de forma amigável
? Mais não serei amigável, nem cordial, nem não cordial, e nem vou resolver nada. Mesmo que tenha errado comigo, que serventia tem ferir os sentimentos de alguém que se importa comigo?

Hoje um estranho me chamou de “japonesa”. Hoje eu vi que vai ser difícil dirigir sozinha. Eu ainda sinto falta de alguém que me fez muito mal. Eu não sou mal como acham.

enjoy the self-image crisis

domingo, junho 25, 2006

Dance como se ninguém estivesse olhando...


Quem canta seus males espanta”. Acredito piamente nesse ditado popular; o probleminha é que eu não sou lá tãaaaao afinada, apesar de ter uns ataques de cantora, me saio bem só no “Parabéns a você”. Por isso resolvi adaptar o velho jargão, pra algo que eu posso falar, não com muita propriedade, mas com mais segurança: “quem dança seus males espanta”.
Fala sério, melhor do que ouvir uma boa música, é dança-la. E não falo da dança coreografada e certinha, isso não tem nada de diferente. O bom é quando você começa a se mexer e esquece seu nome, seus problemas e a dor de cabeça que não te deixava estudar. Você se sente livre, leve e solta (putz, mais um jargão.... fazer o que); parece que naquela hora o mundo poderia acabar que você se despediria dele com um sorriso de orelha a orelha.
E não se dança só quando a felicidade bate à porta; às vezes tirar TUDO do pensamento é uma questão de sobrevivência. Pra isso acontecer, basta ligar o som e desligar-se daquilo que te incomoda. Uma vez eu li, não sei onde, que ao dançar, com movimentos que vem ao acaso, e deixar a sua mente livre, surgem soluções para aqueles problemas que você quase queimou o cerebelo e não conseguir resolver. Sinceramente, isso nunca aconteceu comigo, mas pra que quiser tentar, está ai a dica.
Bom, sem muito assunto, bem inútil tudo isso, mas é que a inspiração anda em falta no estoque da mercearia aqui da esquina.
Aahhhh, e se acharem louco por sair dançando e tal, não esquenta.... loucos são aqueles que se prendem a pudores e preconceitos desnecessários e esquecem de serem felizes.

sábado, junho 24, 2006

Tem dias que você pensa em tudo o que passou, o que perdeu, o que te impediu de viver, os “nãos” que recebeu. E é tanta coisa que passou que você até perde aquela linha de racionalidade, porque tudo se mistura: o que você era, o que é, o que quer, mais uns néscios gargalhando, cuspindo e berrando pra tentar te fazer “ver a realidade”. Não! Definitivamente, nada é definitivo e não existe destino, mas no final você vai perceber que essa criatura que você é, é exatamente quem você mais detesta e quem mais admira. Mais voltando à realidade, do mesmo jeito que você fantasiou suas paixões e quebrou a cara com um Não bem egoísta, agora tem nas suas mãos a oportunidade de negar, com mais ou menos crueldade. Aí você pensa, “mais eu não mereciiia o Nãaaao!”, será que tenho o direito de quebrar e pisotear expectativas alheias? Acho que não, mais também não temos o direito de nos enganar e perder mais tempo com o “não”, não é? A verdade é que o maior bem que todos possuem é a própria vida. E, pelo menos aqui, eu sempre estou certa. Mesmo estando errada. E eu sei quando estou errada. São compaixão e misericórdia que me faltam, às vezes. E partes do texto saíram tão auto-ajuda hein. Se bem que auto-ajuda pra mim, deveria ser o nome de algum posto de gasolina ou sobrenome de mecânico. O mais provável é que daqui a uns 20 anos eu venha a ser dominada pelas minhas neuroses e me matar, ou então talvez esteja tricotando com netinhos correndo a minha volta. E não me perguntem como eu terei netos se não quero ter filhos. Eu não terei filhos e não gosto de tios, tias, primos, e parentes.

Kill Bill neles!

Como você desenvolveu seu ponto de vista crítico?
R: O ponto de vista crítico vem da minha adolescência horrível que me deixou cética em relação a uma infinidade de assuntos e pessimista em relação ao resto deles.
Qual a sua altura?
R: 1,57, acho. E nem vem com comentários de “aah talvez ela seja um gnomo, por isso os textos são esquisitos”.
Patético isso. Eu explicaria por que, mas me faltam argumentos — e domínio da escrita — para tal, haha. Nossa, q post horrível o de hoje, mais os quadrinhos até ficam mais engraçados se você assistir Clube da Luta antes.

quinta-feira, junho 22, 2006

Pré-ocupação

É, tá bom, eu reconheço... tenho medo sim, e daí?! Apesar da grande força e coragem, da fé e da esperança, também tenho receio de que tudo isso um dia suma da minha vida. Por mais que eu acorde todos os dias e olhe pro sol, agradecendo pelo seu brilho, ou ouvindo a chuva e sentindo o seu frescor, também acordam dentro de mim as dúvidas. Será que tudo o que eu planejei vai acontecer? Será que vai dar tempo de terminar o trabalho? Será que eu vou encontrar o amor da minha vida?
Os medos são fantasmas que nos perseguem, e por mais que acreditemos no nosso potencial e na capacidade que a vida tem de sempre nos surpreender, o fantasminha da desilusão ronda os nossos dias. Meu medo já passou por vários estágios: o medo de tentar; o medo de me decepcionar; o medo de não passar no vestibular; o medo de perder alguém que eu amo; o medo de não ter sonhos... Hoje em dia meus maiores medos se referem ao meu futuro. Por mais que preguem a filosofia do “carpe diem” e coisa e tal, é óbvio que me preocupo com o amanhã. Afinal, não adianta nada ser feliz hoje e viver o resto dos meus dias num vale de lágrimas.
Por isso acredito que viver é, acima de tudo, um processo de construção. O medo e a dúvida sempre estarão presentes, mas se o que você faz hoje é válido, obviamente irá gerar um bom reflexo. Ter medo é uma coisa, mas se deixar abater por ele é outra completamente diferente.
P.S:Tudo isso pode parecer otimista demais. Quer dizer, não só parece, mas é. Se eu não pensar que as coisas podem melhorar, isso aqui viraria um “muro-das-lamentações-disfarçado-de-blog-lei-a-me-e-depois-corte-os-pulsos”. Mas essa não é a minha função aqui. Posso não mudar o mundo com o que penso, mas, mudando a mim somente, e fazendo essas idéias presentes na minha vida, já basta.

terça-feira, junho 20, 2006

É bom sentar ao redor de uma mesa e conversar o dia inteiro. A TV fica ligada e só se fala em futebol, e falou-se também na morte do Bussunda. No último jogo do Brasil eu desenvolvi a teoria pouco fundamentada de que quem morreu foi O Fenômeno e que o humorista casseta-planetóide foi promovido. Mas as minhas bobeiras não importam e a morte dele também logo não importará mais. Quando eu morrer, também vai passar e ninguém mais vai lembrar.
Você faz críticas a tudo e a todos e só reclama da sua vida... Tem motivo pra isso? R: Eu me achava a pessoa mais horrorosa do mundo, agora um pouco menos. Teve um tempo onde ninguém era legal comigo, e eu respondia de acordo. E nunca consegui me livrar desse padrão comportamental de "atire primeiro, pergunte depois".
Todos nós temos um objetivo maior na vida. Qual é o seu? Sua meta? R: Eu quero ser especial. Fazer a diferença, algo digno de nota, sei lá. Ou que alguém me ame. Ou ganhar 1 milhão de dólares e sair viajando pelo mundo também ajuda.
L: Já que vc vive para ser outra pessoa agora, que não o você de antes, onde você largou você mesma? E será que ele ainda está lá no lugar onde vc a largou? S: No guarda-volumes da rodoviária de Campinas. Quando eu passar por lá, eu juro que passo lá pra ver se ela ainda está onde foi deixada, e depois te conto, ok?

Eu me sinto melhor, sabe. Coisas importantes vão ocorrer, coisas a mudar e borboletas no meu estômago — ou um ser medonho que destruirá a humanidade que está por explodir pelos meus olhos. Nossa, isso foi tão artê-conceitual-nebuloso-ai-ai-ai-decifra-me-ou-devoro-te! Até pede um capuccino — descafeinado —, torradinhas e uma marmota. E tudo light e com adoçante, claro — inclusive a marmota. Enfim, tudo passa. E uma certa avó me motiva a me interessar em ser patriota.

segunda-feira, junho 19, 2006

Oh, I belive!!

Ter uma fé inabalável como a rocha; isso é uma das ambições da minha vida. Não digo apenas a fé em algo Supremo e onisciente, porque isso eu já tenho. Me refiro a fé no seu sentido lato. Fé em tudo e em todos, mas principalmente em mim.
Retomando pensamentos passados (mas não ultrapassados), tem certos fatos da nossa vida que são insensíveis ao nosso esforço. E isso assusta, muito. A fé que eu procuro é aquela que não me deixe ficar desesperada diante desses fatos. Se as coisas não caminham da maneira que eu imaginei, quero me agarrar àquela vozinha interior que diz que “tudo dará certo no final”; ter fé e acreditar que as decepções de hoje acontecem para que eu saiba valorizar as grandes conquistas de amanhã. Ter fé nas pessoas, mesmo quando elas me decepcionam; é muito difícil lidar com o outro, que também pensa, sente, tem desejos e vontades, alegrias e frustrações. Difícil ouvir um não ou ver o olhar de decepção daqueles que, pra você, são as pessoas mais importantes; quero que a minha fé me apóie nesses momentos, para que eu possa acreditar num futuro de compreensão e sentimentalismo exacerbado, que cure todas as feridas que existem no coração e na alma.
E o boicote interior então, que na maioria das vezes é o nosso maior inimigo?! Quero ter tanta fé em mim, na minha capacidade de realizar meus sonhos e alcançar meus objetivos, que os obstáculos serão pequenas migalhas diante da minha confiança.
Bom, não é fácil; esses textos com um pé na auto-ajuda podem parecer piegas e vazios, estilo “Como ser feliz em 10 lições”. Mas eu não auto-ajudo ninguém, e nem é essa a minha pretensão. O que eu desejo, do fundo do meu coração, é ter fé em mim, em você, no mundo, e acreditar que as pernas da vida caminham na direção correta.

sábado, junho 17, 2006

Quantas vezes

Calmaria. Aflição. Tristeza. Uma torrente de endorfina no sangue. Purificação pela fúria da água. Gente. Amigos. Uma blusa com listras nas mangas. Refrigerante light. Mais alguma outra coisa. Jornadas a estados de realidade não-comum seriam uma boa. Sim.
Faz um tempo, eu sonhava que estava com muito medo e não conseguia gritar. Acordada, se eu quiser pedir socorro, tanta gente vai vir ajudar, até quem eu nem quero, até desconhecidos talvez. Mais eu não ligo pra isso, não peço ajuda. Eu penso que se eu resolver todos os problemas eu vou cair estatelada, morrer, surtar, me esvaziar, e vou perder muita coisa. Então eu vou conviver com os incômodos pra que eles me motivem e contribuam para as minhas oscilações de humor e de todo o resto. Mais falta alguma coisa ainda. Eu tenho vontade de viajar, não, de quebrar alguns ossos, ter cabelo colorido, conhecer uma irmã ou irmão gêmeo perdido, tocar violino, algo que o valha. É só o desejo de mudança, comportamento típico de todos, ou não. Vai ver eu sou normal como todo mundo. Vai ver eu me prendo muito a mim. Às vezes eu quero enxergar uma revelação profética no fundo do copo que estou bebendo, quero, mais não quero ser profeta. Queria saber se anjo ri de piada de humano e se Deus limita nossos pensamentos pra não chegarmos onde não podemos. Eu queria ter certeza de que a minha vida é uma versão Beta, e que quando algo der muito errado, tudo vai parar e aí eu vou poder começar certo, como outra pessoa até. E eu seria muito importante assim, porque alguém teria me criado e estaria acompanhando minha vida, me testando, e eu não seria fruto do acaso, do acidente. Ah, isso tudo é bobagem, acho que vou ficar assim mesmo, não tenho alternativa né, e vou viver meus probleminhas e crises. Tem muito mundo desconhecido nesse mundo, e muita gente esperando ser encontrada. Mais quantas vezes eu pensei demais. Quantas vezes eu não mudei nada por pensar tanto.


sexta-feira, junho 16, 2006

Arrumação



Muitas vezes o quarto está bagunçado, a cama desarrumada e o guarda-roupas está um caos; livros e revistas emprestadas a séculos estão em cima da mesa, esperando a oportunidade de serem devolvidos. Mas você não tem tempo pra isso; tem problemas maiores e mais importantes a resolver. Será mesmo? Acho que está na hora de começar a faxina.... uma faxina diferente, que vem de dentro pra fora.
Quem nunca ouviu falar que são as pequenas pedrinhas as que mais incomodam?? Mas, contrariando a esse conhecimento notório, ficamos cegos diante de "grandes problemas" e nos esquecemos de ir matando as pequenas pendengas do dia-a-dia; são elas que se aglomeram, no estilo bola-de-neve-em-avalanche, e que nos derrubam. Por isso sugiro a você: comece a limpeza!! Não esconda a poeira debaixo do tapete; fale sempre o que acha necessário, não guarde rancor. Devolva o que você emprestou; e ainda aproveite pra conversar com aquele amigo e contar o que te aborrece. Dê uma boa esfregada no chão do banheiro, coloque aquela música que você adooooooora no último volume e dance, seja invisível por alguns minutos, permita-se ser você sem máscaras e sem pudores.
Tenha momentos "solitários-egoístas-narcisistas-auto-suficientes"; encontre o que te aflige e expulse o que te incomoda. Não se apegue a grandes desafios enquanto as pequenas dores de cabeça ainda latejam.
E então?! Tudo pronto?! Isso aí!! E agora.... Mãos à obra!!

quarta-feira, junho 14, 2006

Com 18 anos e pouco, eu...

* Percebi que as pessoas com as quais eu mais posso contar são os amigos;
* Eu me encho de esperanças com pouca coisa;
* Vi que tem coisas que a gente demora a vida toda pra falar, e quando fala, não tem valor pra quem escuta;

* Queria ter uma vida inteira pra passar com cada uma das pessoas que eu gosto;
* Ainda tenho medo do escuro, ás vezes;
* Preciso de dias de ausência;
* Não me dou bem com o mundo nem com a maioria das pessoas;
* Descobri que com o tempo, gente parecida demais com você, surge de repente na sua vida;
* Vi pessoas mudarem seu ponto de vista e tenho certeza de que algumas não mudam nada, nunca;
* Não tenho certeza de que todos os meus amigos existem;
* Tenho preconceito com os meus sentimentos;
* Tenho vontade de chorar ao pensar em coisas que eram boas, mas que na época eu não dava valor;
* Sinto que não mereço muito do que tenho;
* Coleciono músicas preferidas de cada época;
* Não quero crescer tanto como queria antes;
* Não suporto o tempo passando tão rápido;
* Desencadeio minhas frustrações em pessoas;
* Não sou feliz todos os dias;
* Aprecio e me apego a detalhes que me fazem sentir bem;
* Sou dorminhoca e preguiçosa;
* Fantasio tudo, pra que não fique tão simples;

* Quero morar bem longe, em outro continente, mais poder ir pra casa todo mês;
* Tenho muitos amigos extraviados;
* Necessito mudar a forma como tudo acontece;
* Não quero namorado, noivo, et cetera, só quero abrir mão de uma porcentagem dos sentimentos de solidão;
* Não virar tia xarope;
* Quero passar no vestibular sem estudar muito.


Merci Beaucoup.(Point final)

segunda-feira, junho 12, 2006

Oi. Feliz dia dos namorados!

então, vi um novo céu e uma nova terra. porque já se foram o primeiro céu e a primeira terra, e o mar já não existe. e vi a santa cidade, a nova Jerusalém, que descia do céu da parte de Deus, adereçada como uma noiva ataviada para o seu noivo. e ouvi uma grande voz, vinda do trono, que dizia: “Eis que o tabernáculo de Deus está com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e Deus mesmo estará com eles. Ele enxugará de seus olhos toda lágrima; e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem lamento, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas. e o que estava assentado sobre o trono disse: “Eis que faço novas todas as coisas.” e acrescentou: “Escreve; porque estas palavras são fiéis e verdadeiras.”

Ahh, vc achou mesmo que eu iria escrever sobre o dia dos namorados? Sorry, não consigo. Boa noite. Até depois de amanhã.

A desolation song - Agalloch

domingo, junho 11, 2006

Utopia

Por mais que as negativas sejam grandes, quase todo mundo tem idealizações sobre o amor. Eu, pelo menos, me perco imaginando, sonhando e até idealizando momentos pra “Love Story” nenhum botar defeito! Apesar de vivermos em um mundo individualista e que muitas vezes decepciona no quesito relacionamentos, ainda tenho esperanças, e me darei ao luxo de descrever, resumidamente, aquilo que desejo veementemente para o meu coração.
Não sei se já mencionei, mas eu não sei se acredito muito na tal da “pessoa da vida”; acredito sim que ao longo do caminho encontrarei pessoas que poderão me fazer feliz por completo. E uma dessas pessoas que cruzarem a minha vida será aquela que juntará seus sonhos aos meus, para que possamos alcançar nossos objetivos.
Quero um amor bonito por dentro, carinhoso e simpático, que me faça rir e me console quando a vida me fizer chorar; um amor inteligente, que me ajude a enfrentar meus problemas, assim como eu tentarei ajuda-lo nos seus. Um amor que renasce a cada dia, com respeito e responsabilidade, fidelidade e confiança; sem ciúmes e exageros melosos, porque gostar não é sinônimo de se expor. Quero um amor de abraços fortes e reconfortantes, de beijos na chuva até perder o fôlego, de filmes e pipoca num dia de inverno.
Desejo encontrar alguém que faça meu coração bater mais forte. Alguém que divida comigo a fé num futuro abençoado por Deus.
Não, eu não busco o amor imortal, busco sim um amor incondicional, que “seja eterno enquanto dure”, e que seja inesquecível.
Quero um amor assim. E acredito que todos temos direito a isso.

sábado, junho 10, 2006

Sem título

Sabe aquelas músicas que a gente precisa pra sobreviver? Aquelas vozes? Porque eu me sinto triste sem razão. Porque eu também me sinto estranha. E, principalmente, porque estou confusa. E mesmo sem saber muita coisa, eu sei que eu gosto de ouvir umas pessoas.mp3 . Muito. Meu dia não é completo sem ler as suas linhas ou ouvi-las. Eu sou down mesmo, e escuto música down. Porque eu sempre finjo sinceramente sorrir e até me permito gargalhar e porque meu estado emocional rege minha vida e não me vejo sendo fria e calculista. Sou assim, não sou nada, não tenho rótulo, sou só eu, aliás, se tiver rótulo ele deve ser em islandês sigurósico bjorkóvisco, aramaico, carioquês(credo) ou algo que o valha, que nem eu nem ninguém entende verdadeiramente e com certeza.
Você tá achando o que eu disse Emo né? Acho estereótipos bonitinhos. Acho que agora eu quero ser EMO. Eles usam cabelo de Playmobil, então eu me enquadro. E tênis Allstar, que eu uso também. E aqueles cintos de rebites. E saia xadrez. E meia arrastão. Só me falta uma munhequeira. A parte que me desconcerta é ouvir Weezer. Que outras bandas os EMOs escutam, alguém sabe me dizer?
Ou alguém realmente acreditou que eu queria, com todo o meu ser, tornar-me EMOgirl? Achei que tivessem ficado claras minhas intenções. Não sou nem vou virar qualquercoisaDoll ou senhorita, nem vou ser miguxa. (também não estou em crise de identidade, é só falta de assunto)
Mais o que isso tem haver? Nada neh. A semana passou tão rápida. Tá tudo passando rápido e eu nem lembro mais o que aconteceu.
Eu não sei o que dizer hoje. Eu sinto como que faltassem palavras para me expressar com exatidão. Tchau.
Merci beaucoup.

sexta-feira, junho 09, 2006

O que vai ser?


Não, eu não tenho distúrbio bipolar. Eu simplesmente acordo sem vontade de ser a palhacilda de sempre; não que eu seja um personagem, muito pelo contrário. Sorrir com vontade é a coisa que mais gosto de fazer. O que acontece é que tem dias que só presto atenção naquilo que não me agrada. Normalmente são coisas bobas e sem importância, mas que se tornam gigantes devido à minha pré-disposição ao pessimismo. Nesses dias eu procuro me afastar das pessoas, não porque elas me fazem mal, mas sim pelo receio de ferir alguém que não tem absolutamente nada a ver com o meu estado de espírito. E o mais engraçado é que tem gente que nota que eu não estou bem; e, por incrível que pareça, eu gosto disso. Não que eu tenha crises pra me aparecer, isso seria até patético. Mas é bom perceber que o seu jeito de ser agrada aqueles que te rodeiam; isso me dá um animo incrível pra resolver minhas pendengas interiores e voltar a exibir um sorriso de meio metro, acompanhado de uma dancinha qualquer que venha na minha cabeça.
Por mais difícil que seja, manter o astral é indispensável. É claro que tem dias que o que eu mais quero é um ombro pra chorar... e tenho a felicidade de não me faltarem ombros e ouvidos disponíveis. Mas essas crises não podem durar muito tempo, porque você acaba se acostumando com a posição de coitado. Não precisa fazer todos sorrirem, mas somente o fato de não os deixar tristes já basta.
Tem uma frase que resume bem essa realidade; e é uma lição que eu pretendo levar e usar a vida toda:

“Existem aqueles que choram, e aqueles que vendem lenços. Eu escolhi vender lenços”
E você, vai escolher o quê??

quarta-feira, junho 07, 2006

"Eu não posso concordar com as coisas que vc fala pra nao alimentar suas esperanças".
"É que de repente pode dar tudo errado no final e vc vai se decepcionar".
"Vc precisa de um bom psicologo pra se abrir".(frase dita nos momentos em que eu falo o que sinto)
"Vc tá nervosa?"
"Vc tem que dormir mais cedo".
"Preto é muito obscuro".
"Vc tem que ver as possibilidades".
"Vc tem que comer direito".
"É muito perigoso!"
"Essas músicas fazem mal pro cérebro".
"Pára de fazer escândalo".
"Vc precisa de Deus".
"A coisa mais importante pra mim é vc".
"Eu vivo em funçao de vc".
"A gente te ama mais que tudo".
"Nós só queremos o seu bem".
"A gente faz o possível pra te ver feliz".
"Depois eu vejo, tenha calma".
"Sua sem educação!"
"Esse curso é mundano".
"Eu não me preocupo com o seu cursinho porque sei que vc vai passar no vestibular".
"Vai ser muito difícil se acostumar longe da gente".
"Vc não vai conseguir se virar sozinha".
"Faz como seus primos".
"Não fala assim".
"Tem que ver qto vai ficar".
"Nossa família está em crise e vc tem que se lembrar disso".

Cadê as coisas que eu preciso ouvir dessas pessoas? Tudo bem, eu tenho outras.

terça-feira, junho 06, 2006


Será que eu sou capaz de me encontrar em meio a todo esse amontoado de acontecimentos, sentimentos e emoções? Quando pensamos que está tudo esclarecido, cartas na mesa, mesmo que não tenhamos as soluções, conseguimos isolar o problema. Pronto, primeiro passo para resolvê-los. Mas, existe uma frase que traduz perfeitamente momentos como este em que me encontro: “Quando achamos que encontramos todas as respostas, vem a vida e muda todas as perguntas”. E é assim mesmo que acontece. Você traça seus planos e caminhos de acordo com uma postura e imagina que tudo o que você pensa ser real é, até que isso desmorona como um castelo de cartas, e de onde você achava que viria a compreensão vem a indiferença, de onde você imaginava vir indiferença, vem a surpresa, e de onde você queria que viesse a surpresa, vem a decepção. A vida, definitivamente, não é um jogo de cartas marcadas, uma coisa estilo “Malhação”, que no primeiro capítulo você já sabe o final. Ela é um vai-e-vem incansável de alegrias e preocupações, de choro e de gargalhadas; às vezes eu me acho a “chacota girl”: parece que tudo e todos tiram um dia pra zuar com a minha cara, para me mostrar o quanto eu posso ser impotente sobre a minha própria vida. Mas eu sei que mesmo que os galhos balancem, existem mãos fortes impedindo a minha queda. O que me diferencia do ser que eu era a um tempo atrás é a maneira de encarar essas fases "eu sou o Bozo" que a vida tem. Antes, eu me comportava com aquele discurso "ninguém-me-ama-ninguém-me-quer-ninguém-me-entende-eu-sou-uma-coitadinha-e-o-Universo-conspira-contra-mim", ficava chorando horas a fio e esperava de qualquer um, menos de mim, uma solução. Hoje, com muito esforço, eu tento, dentro das possibilidades que tenho, resolver meus problemas; é claro que a parte do choro permanece (quase) inalterada, mas eu aprendi a ver que depende muito de mim, e não dos outros. Sorrir, não ser uma mártir constante, até porque ninguém merece viver do lado de um clone do Zangado. O que eu tento, e quero poder fazer sempre, é achar graça da vida, assim como ela as vezes acha graça de mim; quero poder viver sempre no otimismo, porque se eu não acreditar que as coisas serão boas pra mim, quem o fará????

segunda-feira, junho 05, 2006

Amigos Extraviados

Eu percebi que eles são tudo pra mim. E agora eles estão longe. Se eu tivesse a oportunidade de voltar aquele tempo, eu não precisaria de mais nada, nem de família nem daqueles problemas que eu inventava pra não ser feliz, eu só iria querer a presença deles, pra que eu pudesse dizer tudo o que eu não disse, passar todo o tempo que não passei. Aquele ano foi tão estranho, eles me acharam e me deram a mão, só que muitas vezes eu nem percebi isso, aliás, só percebi agora, quanto meus braços estão estendidos e eles não estão mais aqui. Dá uma sensação infinita de quero-você-aqui-pro-resto-da-vida-e-mais-nada-foda-se, um dilúvio, um delírio, mais o tempo não volta, então eu só posso agradecer por eles terem me encontrado, e me tornado importante mesmo sem que eu fizesse nada, sem merecer. Um ano, tempo suficiente pra aprender a gostar das pessoas, tempo suficiente pra querer mudar seu destino, tempo insuficiente pra perceber isso tudo. Porque eu descobri que eles não eram entusiasmo de primeira impressão, eles são tudo isso e mais, eles me conhecem, e isso basta. Qualquer coisa ruim foi apagada e agora o que vai ficar são aquelas vozes e palavras que eu escutei nesse final de semana e a vontade desesperada de chorar e pedir desculpas pelo que eu não fui. Eu os via todo dia, agora vai ser 1 vez por ano, e alguns nunca mais. Cada um vai se perder do meu caminho. Isso tudo confirma a verdade de que eu não posso fazer ninguém feliz porque só penso no passado, e isso vai continuar, porque agora eles vão ser a razão. Mas, OBRIGADA POR TUDO o que fizeram e são pra mim. Vocês querem fugir comigo pra Neverland?