Inominável

Sabe o que mais me assusta na vida?! É tomar as rédeas dessa carruagem celeste e guiá-la da maneira que eu bem entender. É muito fácil entoar o mantra “deixa-a-vida-me-levar-vida-leva-eu” e culpar o sol, a lua, o tempo, o vizinho e até o cachorro pelos acontecimentos – ou falta deles.
Essa postura, que muitos acreditam ser uma virtude, pois demonstra que a pessoa tem paciência e espera que as coisas aconteçam no “tempo certo”, pra mim tem outro nome: passividade. Sei lá se essa palavra existe, mas a idéia dela é muito simples; ser passivo diante dos fatos pode sim ser bom, porque – volto a repetir – tem certas coisas que não alcançamos. Outras, e ouso afirmar, a grande maioria das outras coisas, dependem muito de um posicionamento nosso. E a omissão, válvula de escape em 99,9% dos casos em que nos encontramos (ou nos consideramos) em um “beco sem saída”, causa mais danos a longo prazo do que se pode imaginar.
Por mais que as conseqüências das atitudes não nos contente momentaneamente, perceberemos que o que foi feito era o que deveria ser feito, que a coragem não está em guerrearmos com um exército de 1000 homens, mas sim travarmos uma batalha com nós mesmos. Batalha ingrata essa, mas que sempre traz algum fruto.
Hoje pela manhã ouvi uma frase meio tosca, mas vou reproduzi-la: “Se você não resolver os problemas do seu coração, mais cedo ou mais tarde um cardiologista acabará resolvendo-os”. Guardar dúvidas e sentimentos prejuciciais acaba sendo um veneno - veneno que nós mesmos inoculamos nas veias.
Bem por isso, saí, olhei pro sol brilhando e pro céu azul e repeti pra mim mesma que devo ser maior que tudo; maior que a vergonha, maior que o medo, maior que o arrependimento... só isso pode dar a coragem necessária pra guiar a carruagem e viver as surpresas e as batalhas de cada dia.

1 Comments:
isso. Menina Grande.heheehe.
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