Filosofia de Telefone

A linha que conecta pensamentos

quarta-feira, setembro 27, 2006

I’ll never look back again(?)

Dying to be alive
“I heard you crying/Somebody stole my soul/How could I be dying/I turned twenty five days ago/ We’re on the ground crying out/Would somebody save me please/ I won’t sit around/Just thinking about the troubles that tomorrow brings/I’m dying to be alive/ Let’s not go through our lives/Without just dying to be alive/The people you’ve touched/The way that you’ve touched them/I hope they’ve touched you too/’Cause in this life it’s hard to tell/What’s false and what is true/And we all come tumbling down/No matter how strong/We all return to the ground/Another day gone/A day closer to fate/And soon we’ll find it’s a little bit too late/Too late.”

Continuando a série de músicas de gosto duvidoso, sim, eu ouvia Hanson. E gostava. Naqueles dias de ódio de adolescente pseudo-hiper-rebelde-fugitivo eu ouvia essa música e a considerava non sense. Agora que cresci um pouquinho relembro o que me passava pela cabeça: “ground? chão? campo? parque? pessoas espalhadas em um campo num dia nublado?”. Certo, certo, digo, errado. Eu descobri que a minha vida é cíclica, que eu sempre vou parar não num campo úmido de lágrimas, bucólico ou com pessoas chorando por todos os buracos do corpo, mas que eu sempre caio por terra, nesse chãozinho podre e solitário da minha vida. Não importa o quanto eu me fortaleça, um dia acabo caindo. Sei o que fazer para não cair, mais caio mesmo assim. E culpo fatores tão bobinhos. O fato-analogia abstrato que a minha mente criou agora pouco é que o mundo é um labirinto, e muitas pessoas entram nele mais permanecem paradas em certos pontos chorando de medo e solidão. Mas se são muitas e não somente uma pessoa triste e chorona, então tem alguém do outro lado da sua parede chorando também, ou na parede ao lado, ou depois da curva. Porém você nunca a encontrará, mesmo estando ao seu lado, porque está ocupado consigo mesmo e a outra pessoa também é idêntica a você. Todos são idênticos. Ninguém sai pelo labirinto gritando de braços abertos. Todos são equilibrados, auto-suficientes, acertados e se acham únicos a ponto de tatuarem um sinal “≠” em suas testas durante o dia e à noite, sob(sob!) seus travesseiros gemem de angústia por algo ou alguém que falta em suas vidas e cultivam poças de lágrimas ao seu redor. Mal sabem que se enxergarem um palmo a frente de seus olhinhos verão alguém com um lenço e um secador de olhos. O orgulho não nos deixa procurar. Sim, eu também me sinto sozinha de vez em quando.

1 Comments:

Anonymous Anônimo said...

infelizmente, o orgulho não nos deixa procucar.... a vergonha de não ser auto-suficiente é maior que a coragem de pedir ajuda e admitir q ninguém é completo se se é sozinho..... bom como sempre, gibb... vc é minha escritora favorita!

7:31 AM  

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