Filosofia de Telefone

A linha que conecta pensamentos

sábado, julho 15, 2006

Era uma vez um insulto...

...que quando foi ignorado só atingiu a pessoa q o enviou(eu). Acontece que ás vezes a gente falha e corresponde as expectativas. Não as minhas, claro. Talvez o erro não seja sua culpa, talvez seja, mais alguma lição se tira. Aprendi duas, que não se pode confiar totalmente em espelhos e que esse foi o meu primeiro plano colocado em prática dentre tantos em teoria e logo de início eu falhei, então devo tomar cuidado com o excesso de certezas. Pena que soa estranho pensar que tenho que confiar menos no que eu quero, porque era isso que me mantinha as esperanças. Soa estranho também eu ter raiva de Deus porque eu rezei tanto o tempo todo enquanto tudo dava errado. É, vira bagunça quando o que é certo falha, e eu posso dizer que perdi um pouco a noção de mim depois disso, porque eu não acho certo o meu consolo ser culpar alheios, mesmo que seja verdade, isso é coisa de doente que não gosta de ser contrariado e se ilude achando que é perfeito e que todos estão errados. Também não consigo sentir nada por quem falhou comigo e agora passa a mão na minha cabeça nem por quem torceu contra mim. Eu sempre fico me perguntando se tudo isso é real. Bem que eu podia ser louca e imaginar toda essa minha vida de forma a ter motivos pra justificar os meus medos, pra jogar a culpa das minhas limitações em outras mãos, aí era só alguém me avisar que isso tudo é minha mente brincando. O que você faz quando algo dá estupidamente errado? Você vai dizer que é prático, que vai se lembrar dos muitos pontos de progresso na sua vida, do qual bom você é, vai se conformar com a vontade do Acaso e seguir em frente. Paradoxalmente, eu sento, choro e faço aquela cara de "minha vida acabou", me desculpe. Estou incapaz de me ver mais feliz ou satisfeita na medida em que desafio os fatores externos que me limitam — pelo contrário, a amargura sempre aumenta proporcionalmente à pressão e às pragas atiradas em mim. Mas tudo tem um oposto. Tudo. E quando for a minha vez de estar por cima na roda cármica, eu vou espalhar destruição, morte e calamidade — porque eu NUNCA esqueço uma ofensa. Tá, essa ultima parte é mentira, eu não vou fazer nada disso. Por hoje e nos próximos dias eu vou ficar confortável, não conformada, do jeito que gostam que eu fique: Asséptica e estéril, um vazio congelado e estagnado, um panorama em paralisia do branco mais puro. Ordem perfeita.
É, não é dessa vez ainda. Au revoir, tenho porções de caos para pôr em ordem.

2 Comments:

Anonymous Anônimo said...

já te disse q num sei oq falar, e nem consigo compreender..... mas vc continua perfeita em traduzir em palavras as coisas... tomara q logo as linhas tortas se alinhem; afinal, como diria tia Keila, "dias melhores sobrevirão à vocês"

7:26 PM  
Anonymous Anônimo said...

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10:32 AM  

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