Filosofia de Telefone

A linha que conecta pensamentos

sábado, julho 29, 2006

Anger

Paroxismo de dor. Pesada, a raiva escorre na ampulheta. Injusta agonia nos olhos das crianças. Se as circunstâncias não são simpáticas ou misericordiosas, por que deveríamos assim ser? Hostilidade e antipatia são a única trilha a mim possível em várias situações, basicamente. Porque me foi mandado — ou melhor, jogado na cara — um presságio de como as coisas podem dar errado quando se tenta sair da defensiva e tentar levar as coisas na boa. E a verdade descortinou-se diante de mim: a simpatia não presta pra ser usada com algumas pessoas. Ontem eu tive dor de cabeça suficiente pra dormir às 6 da tarde sem nem tomar banho ou jantar. Tive que fazer isso na madrugada de hoje.
A fúria volta. É só na base da agressão que pode-se conseguir algo. Quando não nascemos predestinados — favorecidos pela genética — às coisas boas, então devemos nos juntar aos demônios (oni) e causar a destruição. Eu falo serio. Age of rage.
Hahahaha(não é sério).
Anger management — que será, a partir de agora, chamado de "administração da raiva", nesse texto — é algo difícil e que requer muita habilidade para ser feito. A coisa certa a ser feita é juntar toda a fúria num único instante, e desferir um golpe magnificente e certeiro que termine por vez com a existência do mal. Claro que isso é difícil de ser feito, e, na maioria das vezes, acabamos por administrar a raiva sobre o alvo errado. Mais quando você acerta o alvo e este nunca se extingue, quando se percebe que ele sempre permanecerá lá, soberano, então não sei o que fazer.
Você leu o texto do último post? Claro que não, uma vez que você nem deve estar lendo esse! Vamos imaginar uma utopia aqui, em que você de fato LÊ os captions, sim? Pois bem, no texto anterior, eu falhei em administrar minha raiva apropriadamente — no alvo causador de minha miséria—, descarregando sobre mim, num ato auto-destrutivo falando de afeto ocultado e a necessidade de ignorar sua fonte, concordo na parte de afirmar que nada disso é minha culpa. Um meio-termo entre liberar uma horda de demônios entre o causador de sua desgraça — a coisa certa — e cometer suicídio ritual — nada bom! — é direcionar os ataques contra alguém totalmente desrelacionado com a história. Deve ser notado, claro, que muitas vezes é difícil distingüir o real causador das desgraças — isso possibilita que a auto-punição seja a atitude correta, tirando a culpa do acaso e colocando-a como um fardo nas minhas costas.
As vezes eu tenho dúvidas a respeito da perda de tempo pra atenção exagerada que eu dou à estética da escrita sobre os meus probleminhas bobos, talvez seja desperdício do desenvolvimento do cérebro humano, visto que a função primária da linguagem é a comunicação, não sua apresentação estética. LOUIS: Quer dizer que podemos viver assim, sorvendo o sangue de animais? LESTAT: Eu não chamaria isso de VIVER — mas, sim, de SOBREVIVER. A função da linguagem é comunicar? Duh, é. Agora, convenhamos, isso é totalmente desprovido da película aprazível da estética, que torna suportável tudo de horrendo que existe nesse mundo falho e imperfeito. Atentando à estética da linguagem, fazemos algo mais refinado, evoluído — vive-se. Você realmente quer levar tudo ao nível mais básico? Vá para o mato — a fétida natureza —, vista peles e cace seu alimento. O mais básico é apenas SOBREVIVER, coisa digna de animais e aborígenes. É o supérfluo, a "perfumaria" que dá alguma graça a essa tediosa existência. Não dê ouvidos aos seus desejos e expectativas. Desista de lutar por causas difíceis. Alguns preferem Dionísio a Apollo — essas pessoas estão ERRADAS. Portanto, se EU gosto dessas coisas e de sonhar com rumos diferenciados pra minha vida, não critique e poupe-me de sua choradeira chata de gente feia, sim?

1 Comments:

Anonymous Anônimo said...

ehhhhhhh sonhe com seus rumos e lute para caminhar pelo seu próprio caminho!!!!
6 meses de viagens diáriaaaaass! uebaaaaa

7:57 PM  

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