Filosofia de Telefone

A linha que conecta pensamentos

sexta-feira, julho 14, 2006

Analogia


Sou cheia de pegar exemplos esdrúxulos do dia-a-dia e transportar para um texto, não porque sou daquelas que "vê-filosofia-em-tudo-e-em-todos”, mas sim porque as idéias surgem da trivialidade.
Hoje, por exemplo, eu estava tirando sarro da minha avó porque ela não queria jogar umas quinquilharias fora. Eu estava tentando convencê-la de que aquelas coisas não serviriam pra nada, que estavam só ocupando espaço e juntando poeira. Depois parei e comecei a raciocinar, e a ver que eu também ajo dessa maneira muitas vezes; e o que é pior, não com objetos materiais, mas com sentimentos.
Durante a vida, há momentos em que o mais indicado e racional seria deixar de lado o que nos machuca e começar do zero. Como racionalidade não é lá o meu forte (e nem da maioria dos seres humanos, diga-se de passagem), acabo sempre acumulando as coisas, carregando e juntando poeira, na doce ilusão de que um dia elas serão úteis. E esse esforço normalmente é inútil, já que quinquilharias dificilmente conseguem suprir as nossas necessidades.
Assim como a casa precisa de faxina, o coração também precisa se livrar do lixo. Velhos sentimentos que já não são correspondidos, amigos que não se importam mais com você, objetivos que mesmo inúteis são perseguidos com unhas e dentes... Não adianta caminhar puxando consigo as velharias que não te deixam evoluir. Melhor seria se o novo caminho fosse percorrido sem bagagem extra, com as mãos livres para colher o que o futuro nos proporciona.

1 Comments:

Anonymous Anônimo said...

minhas meias, eu nao dobro mais elas pq sempre vou ter q desdobrar,,,,,,,, olha olha, mais eu preciso das meias, nunca vou viver sem elas, so nao dobro mais,ehehe

1:27 PM  

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