Filosofia de Telefone

A linha que conecta pensamentos

terça-feira, junho 06, 2006


Será que eu sou capaz de me encontrar em meio a todo esse amontoado de acontecimentos, sentimentos e emoções? Quando pensamos que está tudo esclarecido, cartas na mesa, mesmo que não tenhamos as soluções, conseguimos isolar o problema. Pronto, primeiro passo para resolvê-los. Mas, existe uma frase que traduz perfeitamente momentos como este em que me encontro: “Quando achamos que encontramos todas as respostas, vem a vida e muda todas as perguntas”. E é assim mesmo que acontece. Você traça seus planos e caminhos de acordo com uma postura e imagina que tudo o que você pensa ser real é, até que isso desmorona como um castelo de cartas, e de onde você achava que viria a compreensão vem a indiferença, de onde você imaginava vir indiferença, vem a surpresa, e de onde você queria que viesse a surpresa, vem a decepção. A vida, definitivamente, não é um jogo de cartas marcadas, uma coisa estilo “Malhação”, que no primeiro capítulo você já sabe o final. Ela é um vai-e-vem incansável de alegrias e preocupações, de choro e de gargalhadas; às vezes eu me acho a “chacota girl”: parece que tudo e todos tiram um dia pra zuar com a minha cara, para me mostrar o quanto eu posso ser impotente sobre a minha própria vida. Mas eu sei que mesmo que os galhos balancem, existem mãos fortes impedindo a minha queda. O que me diferencia do ser que eu era a um tempo atrás é a maneira de encarar essas fases "eu sou o Bozo" que a vida tem. Antes, eu me comportava com aquele discurso "ninguém-me-ama-ninguém-me-quer-ninguém-me-entende-eu-sou-uma-coitadinha-e-o-Universo-conspira-contra-mim", ficava chorando horas a fio e esperava de qualquer um, menos de mim, uma solução. Hoje, com muito esforço, eu tento, dentro das possibilidades que tenho, resolver meus problemas; é claro que a parte do choro permanece (quase) inalterada, mas eu aprendi a ver que depende muito de mim, e não dos outros. Sorrir, não ser uma mártir constante, até porque ninguém merece viver do lado de um clone do Zangado. O que eu tento, e quero poder fazer sempre, é achar graça da vida, assim como ela as vezes acha graça de mim; quero poder viver sempre no otimismo, porque se eu não acreditar que as coisas serão boas pra mim, quem o fará????

1 Comments:

Anonymous Anônimo said...

Q coisa feia ta acontecendo, eu tou rindo do seu texto, me desculpa,hhaha meras semelhanças e descontrole emocional contribuiram pra isso, mais ta otimo, Otimo!

5:12 PM  

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