Promissionis Terra

Apesar das inúmeras críticas que a cidade recebe (inclusive desta que vos fala), ela é um pequeno paraíso no qual eu me sinto segura. Não segura em relação à violência, criminalidade e tal, porque infelizmente isso está presente em todos os lugares. Mas a segurança que eu sinto é aquela de poder sair na porta da minha casa e conhecer as pessoas que moram à minha volta... incluindo até as vizinhas fofoqueiras!! É caminhar pelas ruas sem medo de me perder, olhar cada cantinho e lembrar de coisas da infância, olhar as árvores e lembrar das estripulias no “esconde-esconde”, os terrenos baldios e seus esconderijos, as casas abandonadas e sua histórias.
Acho que minha vida e a cidade tem uma conexão muito forte. Talvez por isso eu nunca tenha me imaginado longe daqui; pelo menos não até o fim da minha faculdade... Toda cidade do interior tem seu “quê”, e mesmo que você sai daqui você não a esquece. Falta um cinema, falta um barzinho, falta um teatro. Mas sobra fraternidade, o sentimento de acolhida, as xícaras de açúcar ou os ovos que faltam pro bolo. Uma cidade pequena pode parecer um atraso de vida, mas meu sonho é poder juntar o desenvolvimento das metrópoles a esse arzinho interiorano. Aquela coisa da “experiência de 40 num corpinho de 20”.
Diz a lenda que a gente só fala critica quem significa alguma coisa pra nós. Talvez por isso eu viva resaltando os defeitos dessa city. Porque eu realmente amo viver aqui.

1 Comments:
eh estranho mais eu tb gosto daki, e sinto falta, pq tudo eh perto e eu nao me perco quase nunca, e pq a gente eh praticamente vizinhas,rs
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