Cortes incicatrizáveis
Às vezes eu não durmo e às vezes eu durmo demais, por causa dessa coisa nos meus ouvidos, parece uma flauta doce tocando, só que a melodia é amarga. Eu escuto Patrick Wolf, especialmente as canções Peter Pan e Wolf Song, antes de dormir, é legal o produto da mente desse “menino” de 22 anos que começou a experimentar música desde os 11 anos, as músicas dele são cheias da turbulência emocional de quem saiu há pouco da adolescência, canções sombrias com algumas misturas eletrônicas criam uma atmosfera envolvente, eu me sinto bem e parece que assim terei bons sonhos. Porque ele diz que Peter é um amigo que nunca falha, que vai mudar meu destino e me diz pra dançar no meio da batalha e que eu tenho que lutar, porque senão a luta nunca vai acabar, me convida a andar com ele entre as árvores e colinas e fala que a escuridão na verdade é a solidão, que o mal não vai se aproximar, e isso me reconforta, eu sinto que ninguém mais vai derrubar e pisar em meus castelos, e eu não vejo a decepção que sou, só vejo esperança e coragem. Mais sabe, não é real isso de eu ser toda errada, criaram essa idéia e querem que eu acredite e mude, que uma parte de mim morra, sei lá. Querem me convencer de que eu devo fazer aquilo tudo certinho, do contrário eu virarei uma estátua de sal, ursos sairão do mato pra me estraçalhar e os primogênitos dos egípcios vão morrer. Que ilusão sua hein! Nada disso! A minha atrocidade é indizível até mesmo pela jumenta falante de Balaão! Para tamanha infração, meras pragas divinas não são o bastante. Não quero juiz e júri: quero EXECUÇÃO! Automática. Claro que antes disso eu quero pelo menos chegar perto daquele sonho todo calórico e colesteroso, aí sim podem me matar. Eu sei que os estranhos me ajudam, me seguram pra que eu não me estatele montanha a baixo, gritam pra evitar minha desistência, mais a verdade é que ninguém tem aquele remédio pros buracos e pras ausências, e quem eu queria tanto que me aceitasse, não entende nem quer entender nada. Eu sei que vai dar tudo certo, eu tenho certeza, mais eu preciso de uma coisa que eu não tenho, nem vou ter nunca. Porque ser o detentor da Verdade Absoluta e o guardião da Justiça Divina são tarefas estafantes, mas necessárias. Hora de impor os moldes da ordem, classificar, etiquetar, catalogar. Pois tudo segue um padrão. "Aiii, Giiiiibb, não segueeee!" Segue sim. Liberdade total é coisa de hippie. Eu me torno fanática e me canso dessas coisas em questão de poucas semanas. Eu dreno até a última gota, esgoto, por me expor à exaustão a algumas coisas, e, no final, sobra apenas uma casca vazia — e em seguida eu me levanto e tento sempre o mesmo, Aquilo que eu penso que preciso pra ser feliz. É assim com tudo. É, eu sou bipolar, de modo que, se eu tenho oscilações de humor e quero desistir de tudo pelo que eu luto por alguns dias, eu posso. E viva meus caprichos infantilóides e de química cerebral bagunçada!
4 Comments:
O mocinho toca mais de 15 instrumentos, prodígio neh?
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acho q td já foi dito não?!
só pra consta.... sou sua fã...sem número.... só admiração
nussa, esse ae naum devia ter vida social mesmo...
hehe
a minha eh quase nula,rss eu so toco 1 instrumento, e mal
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